Um dos maiores empresários do Brasil, Abílio Diniz, fundador do Grupo Pão de Açucar, revelou ao Infomoney que um de seus fundos de investimento possui alocação no mercado de criptoativos por meio de uma participação no ETF de criptomoedas da Hashdex, o HASH11.
Segundo o empresário, com a retomada da economia pós-covid, o momento não é mais tão propício para investir em commodities ou em empresas voltadas ao setor financeiro tradicional pois este tipo de ativo já estaria com sua alta precificada.
Desta forma, embora uma alocação nestes ativos não seja uma idéia ruim os investidores podem reduzir sua participação neste setor e se concentrar em negócios voltados a área de tecnologia e, neste ponto, uma exposição pequena no mercado de criptoativos também é importante.
Diniz destaca que esta tem sido a estratégia da gestora O3 Capital, criada há sete anos para fazer a gestão dos recursos proprietários do empresário e de seus familiares e que agora tem dois de seus fundos multimercado disponibilizados os investidores de varejo.
ETF de criptomoedas
Embora Diniz tenha assento no conselho de administração da gestora e participe das decisões relativas aos rumos do negócio ele não controla a gestão dos fundo que fica a cado de Daniel Mathias, CIO da O3.
Segundo Mathias ações de empresa de tecnologia como Microsoft, Amazon e Salesforce são responsáveis por grande parte do portifólio do fundo, assim como empresas que unem tecnologia e saúde como a Danaher e a Thermo Fisher Scientific.
Outro investimento apontado pelo executivo como integrante do fundo são empresas bem estabelecidas em seus respectivos ramos de atuação como Nike, Louis Vuitton, L’Oréal e Diageo.
“São marcas difíceis de serem substituídas", disse.
O CIO também revelou que o fundo investe em criptomoedas por meio do ETF da Hashdex, o HASH11 e, embora a exposição do fundo ao mercado de criptoativos seja pequena, 0,25% do risco total do portfólio, segundo o executivo é preciso estar aberto e atento para entender o potencial das novas tendências.
Desta forma, segundo ele, uma primeira e pequena alocação para entender como o mercado funciona e avaliar seu potencial é mais indicado do que não assumir o risco e deixar a oportunidade passar.
“Negar a existência das coisas é um convite para ser atropelado”, afirma Mathias.
Ainda segundo o empresário o Ethereum (ETH) é muito mais interessante que o Bitcoin (BTC) pois a proposta de valor da segunda maior criptomoeda do mercado é mais promissora, por conta das possibilidades do ETH, do que a do BTC.
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