O Bitcoin (BTC) rompeu a resistência de US$ 100 mil no final da manhã desta sexta-feira (7), volatilidade que sucedeu a divulgação do payroll. Por outro lado, a Santiment usou o X para chamar a atenção para outro catalisador de variação acentuada de preços, relacionado às altcoins: a concentração de tokens por baleias.
Em relação ao payroll, embora o relatório do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos esteja fora do ecossistema cripto, os dados se refletiam na reação do BTC porque apontavam calmaria na abertura de postos de trabalho não agrícolas em janeiro, 143 mil ante 307 mil revisados em dezembro.
Em tese, o payroll de janeiro reduziu a possibilidade de arrocho monetário do Federal Reserve (Fed) e pode ter freado a correção do Bitcoin, por ora, já que o aquecimento do mercado de trabalho é um catalisador clássico de inflação, que afasta investidores de mercados como o de criptomoedas.
A Santiment, no entanto, elencou quatro altcoins cujas possibilidades de volatilidade têm na concentração de tokens em posse das baleias um motivo a mais para os investidores ficarem em alerta.
De acordo com a plataforma de monitoramento e inteligência onchain, as 10 maiores carteiras detentoras de Shiba Inu (SHIB) possuem 61,3% do suprimento total da memecoin, percentual que recua para 46,1%, US$ 33,1% e US$ 32,8% nos casos do Ethereum (ETH), Chainlink (LINK) e Toncoin (TON), respectivamente.
“Quando as 10 maiores carteiras detêm uma grande parte do fornecimento total de uma criptomoeda, como Shiba Inu em 61%, significa que um pequeno número de detentores tem controle significativo sobre o mercado. Se essas carteiras decidirem vender, isso pode causar quedas bruscas de preço, criando maiores riscos para investidores menores”, observou a Santiment.
Por outro lado, acrescentou a publicação, “se esses grandes detentores continuarem segurando ou acumulando, isso geralmente sinaliza confiança no projeto e pode realmente recompensar os comerciantes que coletivamente detêm menos poder e dependem mais fortemente do comportamento de algumas grandes partes interessadas importantes”.
“É importante lembrar que esse nível de concentração pode tornar uma moeda mais volátil, pois alguns jogadores têm o poder de influenciar os movimentos de preços. Por outro lado, um fornecimento mais uniformemente distribuído, como 46% do Ethereum ou 33% do Chainlink E Toncoin, é geralmente visto como mais saudável para a estabilidade de longo prazo de uma criptomoeda”, explicou a Santiment.
Ao destacar que uma concentração menor significa que nenhuma entidade pode impactar drasticamente o mercado por conta própria, o que gera confiança entre os investidores, a plataforma ressaltou que a maioria dos investidores prefere uma estrutura de propriedade mais descentralizada, pois reduz as chances de manipulação e torna o mercado mais previsível.
“Quando há muito fornecimento nas mãos de poucos, os detentores menores podem se sentir em desvantagem, mas quando o fornecimento é mais equilibrado, geralmente há mais confiança na estabilidade do preço do ativo”, completou.
📊 Here are the percentage of total supply holdings of the top 10 largest wallets for four of the largest altcoin market caps in crypto:
— Santiment (@santimentfeed) February 7, 2025
😟 Shiba Inu $SHIB: 61.3% of Supply
😐 Ethereum $ETH: 46.1% of Supply
😎 Chainlink $LINK: 33.1% of Supply
😎 Toncoin $TON: 32.8% of Supply… pic.twitter.com/RY5uUcbKI8
Essa semana, análises também sugeriram que o pânico das sardinhas ameaça derrubar o Bitcoin a US$ 74,4 mil em meio a gula das baleias, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.