Um em cada 10 brasileiros já foi enganado por golpes financeiros, aponta pesquisa

Se você nunca foi enganado por uma pirâmide financeira ou por um golpe que prometia altos retornos, certamente conhece alguém que já foi vítima de uma empresa fraudulenta, seja baseada em Bitcoin, criação de gado, linhas telefônicas, investimento em ações, ou tantas outras.

Uma pesquisa realizada Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), revelou que mais de 11% dos brasileiros já foram enganados por algum tipo de golpe financeiro.

Neste ano, segundo a CVM, impulsionado por golpes baseados em Bitcoin e criptomoedas, a autarquia bateu recorde em denúncias sobre esquema fraudolentos que tinham o BTC sendo usado como isca para enganar pessoas.

A pesquisa chamada “Fraudes em Investimentos no Brasil”, revelou também que a principal fraude financeira que engana pessoas no Brasil é a pirâmide financeira com 55% das pessoas sendo afetadas por este golpe, depois vem o golpe de seguradoras, com 19% e em terceiro fundos antigos de aposentadoria esquecidos, com exigência de pagamento antecipado de supostas taxas e/ou despesas (16%).

“Pirâmide financeira, falsos fundos e fraudes envolvendo investimentos sempre começam com a promessa de altos ganhos de dinheiro rápido e fácil. E esses ganhos costumam ser bem acima da média das aplicações e investimentos tradicionais. Em todos os casos, três fatores costumam andar juntos: o excesso de confiança, a ganância ou a ingenuidade do investidor, aliada à negligência para checar a veracidade das informações, o que acaba facilitando a ação dos fraudadores”, diz, em nota, o presidente da CNDL, José Cesar da Costa.

Entre os que perderam dinheiro ainda há uma pequena esperança, sendo que quatro em cada dez entrevistados diz ter conseguido recuperar o dinheiro investido, sendo que 18% deles conseguiram o resgate mas com prejuízo. Já entre aqueles que não conseguiram resgatar o dinheiro, 35% já desistiram de receber e 27% ainda têm esperança.

“É fundamental verificar a procedência de corretoras, bancos e agências de investimento, se a instituição está registrada junto a CVM, além de consultar o Banco Central e a B3”, destaca Costa.

Ainda de acordo com a pesquisa as pessoas foram principalmente atraídas pelas propostas de alto rendimento, sendo que 44% dos entrevistados disseram ter entrado nestes golpes esperando 'dinheiro fácil'.

Já outros 36% afirmaram que foram persuadidos pelo fato de não ser necessário entender de investimento e 32% destacaram o baixo risco apresentado pelo investimento oferecido. Geralmente estes golpes são baseados em esquemas de marketing multinível e, segundo a pesquisa, isto provou ser 'altamente eficiente' sendo que entre as pessoas que foram vítimas de algum golpe, 43% foram abordadas por líderes, 29% por amigos ou parentes e outros 26% por um membro de um grupo ou organização a qual pertence (26%).

Uma parcela de 36% dos entrevistados tomou conhecimento dos investimentos, principalmente, por anúncios na internet; 34% afirmaram ter recebido indicação de parentes e amigos; 16% receberam informes por e-mail; e outros 16% tiveram recomendação de um profissional/consultoria contratado.

A pesquisa foi elaborada com 917 pessoas residentes em todas as capitais do país, homens e mulheres, com idade igual ou maior a 18 anos, das classes econômicas A/B/C.

Como noticiou o Cointelegraph, Daniel Kaminski de Souza, que seria o principal responsável pelas empresas Krypton Unite e Blockchange, acusadas de serem pirâmides financeiras e alvo de uma mega operação da Polícia Civil do Paraná, também seria um dos principais responsáveis pela proposta que levou a criação da Ethereum Classic (ETC) segundo levantamento feito pelo Cointelegraph.

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