Visa e XP anunciam que o consórcio configurou, com sucesso, seu nó para a integração à rede de blockchain do Drex do Banco Central do Brasil e que os resultados dos primeiros testes na rede foram positivos.

O foco das empresas no projeto é o desenvolvimento de tokens RWA, que são representações digitais de ativos financeiros em uma rede de blockchain. Segundo a Visa, o ponto focal do piloto é a segurança e a privacidade das transações; e, futuramente, poderá habilitar a interoperabilidade entre os sistemas bancários domésticos e internacionais para que as transações ocorram com mais rapidez e segurança. 

“Nossa capacidade de tokenizar transações em tão pouco tempo após a integração no nó é motivo de muita satisfação e nos deixa um passo mais próximos de tornar o Drex realidade no Brasil”, diz Catalina Tobar, head de Moedas Digitais da Visa América Latina e Caribe.

Na prática, o nó funciona como um ponto de entrada no piloto, permitindo que XP e Visa operem com a rede do Banco Central, interajam e validem transações de outros consórcios selecionados pelo BC para participar do projeto e testem transações relacionadas aos casos de uso do piloto que trata de tokens RWA de ativos do Tesouro.

“Cada nó instalado aumenta a estabilidade da rede de blockchain. Portanto, embora cada empresa desenvolva suas soluções de forma independente, a criação de uma moeda digital brasileira envolve o esforço de todos para desenvolver uma rede segura, estável e confiável. Temos orgulho em contribuir para um projeto dessa magnitude e com um potencial tão positivo para a digitalização da economia brasileira”, diz Marta Pinheiro, sócia e diretora de Banking Services da XP Inc.

Drex

Segundo um comunicado da Visa encaminhado ao Cointelegraph, os resultados dos testes na rede Drex foram positivos, tendo sido concluídos os marcos previstos no primeiro estágio do piloto para realização de transações intra e interbancário em Drex atacado, varejo e com os títulos públicos federais tokenizados.

A participação da Visa no Piloto de Drex já fazia sentido após sua bem-sucedida participação no desafio LIFT Challenge, promovido pelo BC brasileiro em 2022, cujos resultados foram compartilhados em abril deste ano.

A solução desenvolvida pela Visa para o LIFT Challenge foi centrada na interoperabilidade de moedas digitais para processos financeiros comuns no Brasil. Desde então, a estratégia da Visa para o mercado brasileiro evoluiu para uma plataforma que oferece uma série de serviços de tokenização a instituições financeiras, como a XP, por meio de APIs e front-ends simples que necessitam de pouquíssima integração.

"A XP, por sua vez, como parceira da Visa em outras frentes, veio agregar na estruturação do Drex no Brasil com as expertises técnicas e conexões com a rede do SFN – Sistema Financeiro Nacional", afirmou a Visa.