A Polícia Federal está neste momento, 17 de outubro, na antiga sede da Unick Forex em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, cumprindo mandados de busca e apreensão de apreensão de membros, diretores e pessoas ligadas a empresa.

A Unick é acusada de pirâmide financeira e afirmava realizar operações no mercado Forex por meio de supostas negociações com Bitcoin.

A operação foi chamada de Lamanai e também está realizando ações no Vale do Sinos. Segundo informações do portal GuachaZH, cerca de 200 agentes da Polícia Federal estão na ação. No total são 10 mandados de prisão e 65 ordens de busca e apreensão em Porto Alegre, Canoas, São Leopoldo, Caxias do Sul, Curitiba (PR), Bragança Paulista (SP), Palmas (TO) e Brasília (DF). Até as 8h, nove pessoas já haviam sido presas — os nomes não foram divulgados.

“O inquérito policial foi instaurado em janeiro deste ano e apurou que os clientes do grupo eram atraídos pela promessa de retorno na ordem de 100% sobre o valor investido, no prazo de seis meses. A captação de recursos estava estruturada em formato conhecido como de ‘pirâmide financeira’, em que os novos investidores subsidiam os pagamentos de remuneração daqueles que já aplicaram recursos há mais tempo”, diz a nota distribuída pela PF do Rio Grande do Sul na manhã desta quinta.

Também estão sendo apreendidos veículos e bens, bem como a realização de bloqueios em contas bancárias. O inquérito que culminou com a ação foi aberto em janeiro por meio de denúncia de clientes que alegavam que a empresa era uma pirâmide financeira. Ainda de acordo com os investigadores, a empresa chegou a captar  R$ 40 milhões por dia e teria movimentado mais de R$ 9 bilhões. 

"Infelizmente é sempre aquela mesma promessa de um ganho muito acima do que é praticado no mercado. (...) Algo que, aos olhos daqueles que as vezes querem ganhar dinheiro, é algo extremamente interessante, mas que está muito fora da realidade e que não se sustenta"  disse o superintende da PF no Rio Grande do Sul, Alexandre Isbarrola.

Como noticiou o Cointelegraph, a Unick Forex é suspeita de ser uma pirâmide financeira e está sendo investigada pela Polícia Federal (PF), pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) do Brasil. No caso da PF a suspeita é que a empresa tenha praticado crimes de lavagem de dinheiro.

No domingo, 29 de setembro, os sócios da Unick Forex, esvaziaram a sede da empresa levando todos os computadores e documentos que estavam no local. A ação não foi avisada nas redes sociais e canais de comunicação da empresa e ocorreu dias antes de uma suposta manifestação marcada para ocorrer na sede da companhia em São Leopoldo, Rio Grande do Sul.

Segundo os administradores do edifício que abrigava a empresa as salas que pertenciam a Unick já tiveram as chaves entregues e estão prontas para serem alugadas. Boatos alegam que a empresa estaria transferindo a sede para Caxias do Sul, mas nada foi confirmado.

Após o fechamento, Leidimar Lopes, teria ido ao Belieze, segundo mensagens assinadas pelo próprio presidente da empresa. A Unick Forex, inaugurou uma sede no país da América Central no início do ano. Em um local nobre, as salas alugadas pela Unick ficam no mesmo quarteirão onde está localizado o Banco Central do pais.