A 99Pay, carteira digital do aplicativo de corridas 99, anunciou que após transacionar R$ 50 milhões em operações de compra e venda de Bitcoin, irá disponibilizar o serviço para 100% das 1.600 cidades onde a empresa atua.
A compra e venda de Bitcoin foi disponibilizada no aplicativo da 99Pay em outubro de 2021, porém a possibilidade de negociação não estava disponível para todas as cidades, mesmo assim, segundo a 99, apenas nos primeiros quatro meses, foram mais de 268 mil transações em Bitcoins, movimentando quase R$ 50 milhões.
"O volume de transações e a procura por informações por esse tipo de transação conduziram a plataforma a ampliar a oferta do serviço e agora, o objetivo com esta ampliação é democratizar ainda mais o acesso a transações com criptomoedas, aproximando o público da 99 desse mercado de forma simples e sem taxas adicionais ou de corretagem", destacou a empresa.
Assim como no app individual da 99Pay, as transações com Bitcoin podem ser feitas a partir de R$ 10, sem taxas ou qualquer outra cobrança. O aplicativo da 99 passa ainda a contar com uma aba na qual será possível conferir a cotação da criptomoeda em tempo real, bem como um histórico de preços.
“Temos a possibilidade de negociar Bitcoin pela 99Pay no tradicional app da 99 porque queremos trabalhar com o conceito de desmistificação. Queremos ampliar o acesso de pessoas que estão começando a pensar em investir, mas não têm clareza de como funciona esse tipo de ativo financeiro e, muitas vezes, acham que é um negócio exclusivo de grandes investidores”, afirma Clarissa Brasil, Head de Marketing e Insights da 99Pay.
Parfin fecha nova parceria
Quem também anunciou novidades foi a Parfin, fintech que conecta investidores institucionais ao mercado de criptoativos. A empresa firmou parceria com a companhia Anjuna Security.
A novidade permitirá que a plataforma MPC (sigla em inglês para Computação Multipartidária Segura) de Custódia da Parfin utilize a proteção de hardware da Anjuna -- sem que haja alteração nos aplicativos ou processos.
Assim, a camada adicional de segurança de hardware bloqueia a nuvem que fornece aos funcionários, terceiros ou componentes de software comprometidos com acesso a chaves criptográficas de MPC, ativos digitais ou aplicativos de custódia proprietários.
“A Anjuna forneceu um nível de segurança adicional para nosso sistema Parfin MPC Custody. Agora, podemos garantir que os compartilhamentos de chaves distribuídas de nossos clientes sejam protegidos por uma camada adicional de enclaves seguros, o que não era possível sem a Anjuna”, comenta Alex Buelau, diretor de tecnologia e cofundador da Parfin.
Mesmo com ampla distribuição de chaves criptográficas MPC ou blockchain, o único ponto de exposição restante é quando chaves, códigos ou dados são processados. Tecnologias sofisticadas podem direcionar vários pontos para orquestrar, por exemplo, roubos de alto valor. Eliminar essa lacuna tem sido o objetivo de tecnologias complexas, caras e complicadas - como multisig e HSMs. A Anjuna permite bloquear dados, aplicativos e ativos digitais durante o tempo de execução.
“Com tanto em jogo, é fundamental que as finanças digitais sigam além das tecnologias MPC para fechar a potencial exposição aberta que existe atualmente durante o tempo de execução nos servidores”, enfatiza Ayal Yogev, cofundador e CEO da Anjuna.
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