Após operar R$ 550 mil em Bitcoin de forma irregular, um traficante de drogas deve ficar 65 anos atrás das grades. 

De acordo com a Justiça norte-americana, o homem é apontado como responsável pela criação de uma exchange falsa para operar criptomoedas, além de envolvimento com a venda ilegal de maconha.

O traficante preso é de Bothell, nos Estados Unidos, e atuava criminosamente na internet. Kenneth Warren Rhule está sendo acusado de inúmeros crimes, como lavagem de dinheiro e a criação de uma corretora de criptomoedas sem permissão para operar, entre outros.

A lista de crimes contra Rhule traz ainda uma acusação relacionada a produção e distribuição de maconha utilizando as redes sociais. 

As investigações sobre o caso começaram em abril de 2018, mas foi em 11 de março de 2020 que ele foi sentenciado pela Justiça de Seattle, nos EUA.

Criminoso criou exchange de Bitcoin que operava ilegalmente no mercado

Rhule criou uma exchange para operar criptomoedas ilegalmente nos Estados Unidos. Sem licença para aquele tipo de negócio, a empresa atuou de forma irregular até a prisão do empresário ser expedida.

O empreendimento era chamado de “Gimacut 93”, onde acontecia a lavagem de dinheiro proveniente de inúmeros crimes. 

Para as autoridades, o acusado estava ciente da origem daquele dinheiro, que era “lavado” na exchange.

De acordo com a investigação, a corretora de Bitcoin atuou no mercado entre abril e dezembro de 2018. Entre junho e dezembro daquele ano, o negócio ilegal realizou a venda de US$ 110.000 em Bitcoin. 

Ou seja, ele movimentou aproximadamente R$ 550.000, considerando a cotação atual para o dólar norte-americano. No entanto, nenhuma das transações foi comunicada às autoridades, que consideraram a atividade suspeita.

Como resultado, Kenneth está sendo condenado e a pena que pode chegar em 65 anos. Esse é o tempo total que ele pode ficar detido, somando as condenações para cada crime cometido. 

Informações sobre o caso mostram que são cinco anos de reclusão apenas por ter criado uma corretora de criptomoedas irregular. Enquanto isso, a pena relacionada ao crime de lavagem de dinheiro é de 20 anos, no total.

Vendia maconha pela internet

O caso de Rhule também envolve o tráfico de drogas como a maconha, principal fonte do dinheiro que era lavado através da exchange clandestina.

Além de vender porções da planta, considerada ilegal no Brasil, o traficante oferecia produtos derivados nas redes sociais, como bebidas e concentrados.

A atuação do criminoso no comércio de maconha mostra que ele vendeu produtos pela internet desde abril de 2015, permanecendo no esquema até o final de 2018. 

O pagamento pelos produtos ilegais era feito em criptomoedas. Foram usados três endereços eletrônicos pelo traficante, sendo que nenhum desses negócios tinha licença para atuar na venda de maconha nos Estados Unidos.

A investigação fingiu estar disposta a “lavar dinheiro” que fazia parte do tráfico humano para colher qualquer informação do acusado. Para a surpresa dos investigadores, o acusado forneceu dicas sobre como esconder dinheiro das autoridades com operações com criptomoedas.

Por fim, ficou decidido pela Justiça dos EUA que a comercialização de drogas por parte de Kenneth Warren Rhule renderá mais 40 anos de prisão. Somados aos demais 25 anos dos outros crimes, a pena por tráfico mostra que a detenção pode se arrastar por 65 anos, sendo que cinco deles correspondem a atividade irregular de uma corretora de criptomoedas no mercado.

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