Depois de ser acusado no Brasil, pelo Ministério Público, de crimes contra a economia popular por prática de pirâmide financeira (Ronaldinho 18k suposta pirâmide de Bitcoin), Ronaldinho Gaúcho e seu irmão Roberto Assis, que estão presos no Paraguai, estão sendo acusados, pelo Ministério Público paraguaio, de terem ligação com uma quadrilha internacional de lavagem de dinheiro e falsificação de documentos, segundo reportagem do Estadão, publicada em 17 de março.

De acordo com a reportagem, hoje (17) a Polícia paraguaia deve realizar uma perícia nos telefones de Ronaldinho e seu irmão em busca de descobrir a ligação dos dois com a empresária Dalia López e em uma empresa da qual ela é acionista. A empresária é apontada como responsável por levar Ronaldinho ao Paraguai e comandar o esquema de falsificação de documentos. Há também suspeitas que a quadrilha seja 'especialista' em lavagem de dinheiro.

Se confirmado uma possível ligação de Ronaldinho com López o caso também pode estar 'conectado' com as supostas pirâmides financeiras promovidas pelo jogador, Ronaldinho 18k e LBLV (ambas proíbidas de atuar no Brasil pela Comissão de Valores Mobiliários, CVM) já que estes supostos esquemas estão intimamente ligados com pra´ticas para 'esconder' o dinheiro dos clientes que acreditam nas promessas de lucro alto e rápido divulgadas pelas companhias. 

Como informa o Estadão, a partir do conteúdo dos aparelhos dos brasileiros os investigadores esperam saber se os dois têm ou não ligação com uma organização criminosa estruturada para falsificar documentos e especializada em lavagem de dinheiro. A quadrilha contaria com a participação de empresários e funcionários públicos para facilitar a operação de negócios ilegais no país.

O Ministério Público do Paraguai já realizou uma operação de busca e apreensão na casa de López, na ocasião foram recolhidos um cofre, documentos e outros itens que poderiam comprovar ligação do ex-jogador com a organização criminosa. O material apreendido será “cruzado” com as informações dos celulares de Ronaldinho e seu irmão. A defesa de Ronaldinho e de seu irmão alega que os dois foram enganados e não sabiam que os passaportes tinham sido adulterados.

Segundo o Globo Esporte os passaportes adulterados usados por Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, custaram US$ 6 mil dólares (cerca de R$ 30 mil) cada um e teriam sido pagos por López que está foragida desde o dia 7 de março, quando teve prisão decretada.