Para evitar as regras impostas pela Instrução Normativa (IN) 1.899 da Receita Federal do Brasil, que entra em vigor no próximo dia 1 de agosto, a empresa brasileira de investimento em criptomoeda Anubis Trade anunciou, em comunicado divulgado nesta quarta-feira (31), sua mudança para as Bahamas.

Em seu anúncio oficial denominado "Expansão Internacional", a empresa declara ter escolhido sair do Brasil em busca de "cenário regulatório mais favorável para as empresas de criptoativos". 

Fundador da empresa, Matheus Grijó, falou com exclusividade ao Cointelegraph e disse quea IN 1.899 é "autoritária demais e não respeita a privacidade dos usuários de criptomoedas".

Ele também contou que escolheu uma economista-chefe colombiana para a Anubis -  Angela Peña Parra - a fim de se aproximar ainda mais da comunidade latino-americana, onde a companhia já possui diversos clientes.

Entre as polêmicas da IN 1.899 está a obrigatoriedade das exchanges e empresas de criptomoedas de reportar mensalmente às autoridades todas as movimentações de seus clientes.

Como não estará mais no Brasil, a regra não se aplica à Anubis. Os clientes da empresa, entretanto, continuam sujeitos à regulamentação do país e deverão fazer a declaração por conta própria.

A Anubis Trade afirma "se preocupar com a privacidade de seus clientes", e não solicita quaisquer dados pessoais de seus usuários.

Por fim, a plataforma de investimentos garante que "nenhuma informação privada será informada à qualquer autoridade pública, do Brasil ou outro país". 

Conforme reportado pelo Cointelegraph, a instrução normativa 1.899 (alteração na IN 1.888 de 3 de maio de 2019) gera tensão e debates entre autoridades brasileiras e empresas e usuários de criptoativos.