Bitcoin (BTC) atingiu brevemente em 21 de outubro de 2020 US$ 13.000 pela primeira vez desde 2019, antes de cair abaixo da marca. A causa do aumento repentino no preço é provavelmente a notícia de que o PayPal está introduzindo opções de compra de Bitcoin.

O Bitcoin atingiu US$ 12.000 em 21 de outubro e avançou perto de US$ 13.200 antes de ser corrigido para US$ 12.860. Desde então está sendo negociado nessa faixa de preço. No Brasil, onde o preço do Bitcoin é negociado com ágio é de 5%; o criptoativo é negociado a R$ 72 mil, no instante dessa redação.

A última vez que o Bitcoin superou à casa dos R$ 70 mil foi em 17 de dezembro de 2017, depois de exatos 1039 dias.

No acumulado do ano, o Bitcoin acumula 142.73% de valorização em reais, enquanto a iBovespa acumula perdas de 13.37%.

Imagem: Tradingview

2017 X  2020, o que mudou no ecossistema do Bitcoin?

A diferença básica da alta de 2020 para o rali de 2017 está no cenário. Em 2017, havia um grande hype em torno do Bitcoin, impulsionado pelas nascentes campanhas de ofertas iniciais de moedas (ICOs) que movimentaram grandes somas de dinheiro e atraíram a atenção de muitos investidores que viram nas criptomoedas formas de capitalização e especulação. 

Dois anos atrás, o mercado de criptomoedas foi inundado pelas ICOs que lançaram novas moedas digitais que prometiam descentralizar vários setores, desde mídia social até computação em nuvem. Os investidores esperavam que uma ou mais dessas moedas estourassem para desafiar o domínio do Bitcoin. 

Mas nenhum deles decolou desde então. O Bitcoin detém hoje 67% do valor de mercado das criptomoedas, de acordo com Coinmarketcap.

Quando o boom passou em 2018, tanto o Bitcoin, quanto todo o ecossistema de criptoativos, amargaram todo o ano em baixa, permitindo assim que o mercado crescesse sem a pressão da especulação. Em 2019, o Bitcoin passou todo o ano oscilando pouco e estacionado na faixa dos US$ 7 mil, depois de uma alta que o levou até US$ 13 mil e depois foi perdendo força e estacionou.

A maior mudança nos últimos dois anos é a atenção institucional sobre o Bitcoin. O ativo está sob atenção de grandes atores institucionais, como  Fidelity, Square, a Bolsa Mercantil de Chicago e desde ontem, o Paypal. 

O cenário mundial também mudou de sobremaneira, dando ao Bitcoin a oportunidade de se destacar em um cenário de crise e incerteza, trazida pela Pandemia de Covid-19.

Os interesses sobre o Bitcoin e todo o mercado de blockchain agora vem de duas áreas - corporações como o Facebook que procuram usar a tecnologia blockchain que sustenta o Bitcoin para criar suas próprias moedas, e governos que desejam criar moedas digitais garantidas por seus próprios tesouros, as CBDCs

A questão agora é: as moedas digitais mais importantes serão descentralizadas como o Bitcoin, apoiadas por empresas como Libra do Facebook ou controladas pelo governo, como os planos de criptomoeda da China? A instabilidade política ocasionada pela guerra comercial entre China e EUA, podem acelerar a emissão e adoção de moedas digitais soberanas.

É importante citar o Halving como um grande evento e seu impacto a médio longo/prazo sobre o Bitcoin. Em média, entre 6 a 18 meses depois do Halving,  historicamente observamos um ganho expressivo de valor. Portanto, espera-se que nos próximos meses, o Bitcoin comece a entregar altas ainda mais destacadas.

 

O hashrate como efeito e causa da alta

Observando a correlação entre a Taxa de Hash e o preço do Bitcoin até o momento, observamos um forte aumento na Taxa de Hash que seguiu um forte aumento no preço do Bitcoin. 

É importante notar que a taxa de Hash aumentou consideravelmente nos últimos meses. O valor da Taxa de Hash em 20 de outubro é 149 TH/s que representa mais de 10 vezes do que o mesmo período em 2017. 

Isso significa que os mineradores estão constantemente comprando novos equipamentos e ingressando na rede, acreditando que, apesar da queda na distribuição do prêmio, a mineração continuará sendo lucrativa.

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