Katie Haun, ex-promotora e executiva da empresa de investimentos Andreessen Horowitz (também conhecida como "a16z"), falou recentemente sobre criptomoedas e afirmou que a tecnologia por trás do Bitcoin pode ajudar autoridades a solucionar crimes.
Segundo Haun, as transações que utilizam a blockchain são como "migalhas de pão digitais" e a ajudaram a rastrear fundos ilegais com muito mais eficiência do que quando teve que buscar a trajetória de dinheiro de papel ou cartões de crédito.
A executiva da Andreessen Horowitz acrescentou:
“O governo conseguiu usar a mesma tecnologia para rastrear atividades criminosas que, de outra forma, não poderiam. Sem a tecnologia subjacente ao Bitcoin, nunca teríamos sido capazes de capturar essas pessoas.”
Haun complementou que rastrear crimes através de cartões de crédito e contas bancárias internacionais é muito mais difícil, pois exige uma intimação e diferentes jurisprudências.
Ela apontou que certos crimes seriam impossíveis de rastrear ou resolver se fossem cometidos em dinheiro:
“Às vezes, os primeiros adotantes de novas tecnologias são criminosos. Os criminosos estão sempre procurando brechas ou novas maneiras de explorar sistemas.”
Além disso, Haun falou sobre o envolvimento de sua empresa com a polêmica criptomoeda do Facebook, o Libra. Na semana passada, a gigante das mídias sociais teve um momento difícil, pois a maioria de seus apoiadores importantes reconsiderou sua associação com o projeto devido às questões legais que está enfrentando.
A gigante de pagamentos PayPal anunciou que não apoiaria mais o projeto. No entanto, Katie Haun esclareceu que Andreessen Horowitz continuaria a desempenhar um "papel ativo" no projeto. Haun complementou:
"Eu acho que seria uma coisa realmente perigosa e, francamente, um precedente perigoso para começar a desligar uma nova tecnologia antes de ser construída".
O polêmico projeto do Facebook assustou grandes empresas do mercado financeiro. Como mostrou o Cointelegraph, os principais bancos dos Estados Unidos temem que a criptomoeda possa criar um "sistema bancário paralelo".