Uma pesquisa encomendada pela Bitso e realizada pelo Instituto FSB Pesquisa revelou que para 60% dos eleitores é importante saber o que os candidatos à presidente Luis Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro, pensam sobre o mercado de Bitcoin (BTC) e criptomoedas.
A pesquisa buscou obter a percepção dos eleitores em relação ao nível de conhecimento, confiança e relevância da criptoeconomia.
Para a realização e conclusão da pesquisa encomendada pela Bitso, foram entrevistados por telefone 2.023 pessoas no Brasil com idade a partir de 16 anos, nas 27 Unidades da Federação (UFs), entre os dias 26 e 27 de setembro, às vésperas do 1º turno eleitoral realizado dia 02 de outubro.
Segundo o Instituto FSB Pesquisa, a margem de erro no total da amostra é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%, controlada a partir de quotas de: (a) sexo, (b) idade, (c) região, (d) escolaridade.
“As eleições são um dos momentos mais críticos de qualquer processo democrático no qual os anseios e expectativas sociais estão latentes. Percebemos uma mudança no perfil dos investimentos dos brasileiros e fizemos esse levantamento com o objetivo de analisar a influência do cenário atual sob o comportamento e a expectativa das pessoas", comenta Karen Duque, Head de Políticas Públicas da Bitso no Brasil.
Criptomoedas e eleição
Segundo a Bitso, entre os principais resultados da pesquisa, destacam-se as seguintes tendências:
- Conhecimento e adoção. Três em cada quatro pessoas já ouviram falar sobre criptomoedas e 44% já têm ou planejam ter cripto.
- Confiança e regulamentação. A confiança aparece como uma das principais barreiras para a maior penetração de cripto no mercado nacional. Um terço dos entrevistados indicou que ainda não tem uma relação de confiança com os criptoativos.
No entanto, os dados mostraram que existe uma correlação direta entre confiança e adoção de cripto: quanto mais as pessoas confiam, mais querem adquirir criptoativos. Isso indica que a regulamentação tem o potencial de criar um mercado mais seguro, oferecer maior proteção ao usuário, resultando na massificação do uso e a maior inclusão financeira da população. - Relevância e eleições. O estudo indicou que os eleitores se importam com a criptoeconomia como proposta de campanha, sinalizando que o tema é relevante quando planejam seu futuro. A maioria das pessoas (60%) considera importante o fato do tópico ‘criptomoedas’ estar entre as propostas de um candidato.
"Hoje estamos vendo um público cada vez mais diverso que recorre às criptomoedas para atender a diferentes necessidades: desde fazer compras ou pagar impostos com cripto, até manter os ativos como forma de diversificar os investimentos e se resguardar contra a desvalorização da moeda fiduciária. Entendendo o potencial de crescimento desse segmento, torna-se urgente investir em educação e promover a regulamentação do mercado para aumentar a proteção aos consumidores”, finaliza Karen Duque.
Para a Associação Brasileira de Internet (Abranet), a pesquisa reforça a urgência de se consolidar um ambiente regulado que ofereça mais segurança ao usuário de cripto no Brasil.
“A aprovação do PL 4401 de 2021, também conhecido como o Marco Regulatório da criptoeconomia, faz-se absolutamente necessária no contexto exposto pela pesquisa. Uma lei para o setor vai gerar mais segurança, mais opções para os usuários finais e mercado, além de colocar o Brasil na dianteira de mais esta tecnologia", afirma Eduardo Neger, Presidente da Abranet.
Lula ou Bolsonaro
Comentando sobre a importância de entender como os candidatos á presidente enxergam o potencial do mercado de criptoativos, Vinícius Feroldi, fundador do M3 Group, destaca que pautas que unem criptomoedas, blockchain e poder público so serão implementadas se a nova gestão federal possuir uma equipe antenada as mudanças tecnológicas e as possibilidades dadas pelo ecossistema cripto.
“Fiz uma pesquisa muito aprofundada sobre o que os candidatos presidenciais no Brasil pensavam sobre ativos digitas. Nenhum deles mencionou Bitcoin, blockchain ou qualquer outro ativo diretamente, em termos de integração dessas tecnologias. No entanto, pelo que vejo, o Brasil está longe de ter uma atitude inteligente ou racional em relação aos criptoativos. Os candidatos parecem não ter nenhum entendimento sobre esse tópico”, conta Feroldi.
Segundo ele, a equipe de governo também é muito importante para inovações e tomadas de decisões na área.
"Apesar de o mercado de criptomoedas não sofrer interferências com o cenário político do país, por serem ativos globais, é importante para os brasileiros que o próximo governo tenha conhecimento dos possíveis usos da tecnologia e pensem a longo prazo em como isso pode ser colocado em prática na economia nacional", finaliza.
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