SA Capital afirma que tem R$ 750 milhões em imóveis para pagar clientes da Unick Forex

A S.A Capital afirmou, em um comunicado oficial publicado no site da Unick Forex, que possui cerca de R$ 750 milhões em imóveis para pagar todos os clientes da suposta pirâmide financeira, segundo publicação feita em 07 de setembro.

Entretanto, embora tenha feito tal afirmação, a S.A Capital não forneceu nenhuma prova da posse das supostas propriedades e tampouco indicou quais os planos da Unick, para ressarcir os clientes afetados.

"A S. A. Capital é uma empresa independente de serviços de backoffice, contratada pela Golden Stripe Corp. para realizar os serviços de intermediação de cobrança e pagamentos com relação aos produtos e comissionamentos do projeto Unick Academy. O escopo do trabalho é executar as ordens emitidas pela Golden Stripe Corp.

A S. A. Capital também forneceu patrimônio imobiliário localizado em Goiás, com valor geral de vendas superior a R$ 750 milhões, para fazer frente à qualquer dívida, presente ou futura, que o projeto Unick Academy, da empresa Golden Stripe Corp., venha a ter com quaisquer um de seus clientes. Esse compromisso está devidamente registrado no 1º Tabelionato de Notas desta cidade, livro 1298, página 118. 

Os serviços prestados à Golden Stripe Corp. representam uma parte do faturamento da S. A. Capital, que mantém outros clientes e negócios. A S. A. Capital presta serviços à Golden Stripe Corp. desde 15 de agosto de 2017."

A Unick Forex, é acusada de ser uma pirâmide financeira de Bitcoin, e afirma investir em Bitcoin por meio do mercado Forex (proibido no Brasil) está sendo investigada pela Polícia Federal há pelo menos sete meses. A Unick estaria cometendo o crime de evasão de dividas e enviado dinheiro por meio de empresas offshore, sediadas no Uruguai, para paraísos fiscais.

Além disso diretores da empresa estariam 'esbanjando' o dinheiro dos investidores, que estão sem receber há mais de três meses, em compras de itens de luxo como um iate em Mônaco.

Os sócios da Unick também teria feito remessas milionárias para paraísos fiscais no Caribe, Luxemburgo, Belize e Panamá.

“O caso da Unick é muito mais complicado, pois, ao contrário da InDeal, os diretores não colocaram praticamente nada no nome. As transações fraudulentas são mais sofisticadas e em quantias absurdamente maiores. Descobrir o paradeiro e sequestrar esse patrimônio envolve complexas relações de cooperação internacional”, contou ao jornal uma fonte ligada à investigação.

Como noticou o Cointelegraph, logo após fechar a principal sede da empresa no Brasil, Leidimar Lopes, Presidente da Unick Forex, teria ido para o Belieze, país da América Central, apontado como paraíso fiscal.

No domingo, 29 de setembro, os sócios da Unick Forex, esvaziaram a sede da empresa neste domingo levando todos os computadores e documentos que estavam no local. A ação não foi avisada nas redes sociais e canais de comunicação da empresa e ocorreu dias antes de uma suposta manifestação marcada para ocorrer na sede da companhia em São Leopoldo, Rio Grande do Sul.

Segundo os administradores do edifício que abrigava a empresa as salas que pertenciam a Unick já tiveram as chaves entregues e estão prontas para serem alugadas. Boatos alegam que a empresa estaria transferindo a sede para Caxias do Sul, mas nada foi confirmado.

Após o fechamento, Leidimar Lopes, teria ido ao Belieze, segundo uma mensagem assinada pelo próprio presidente da empresa. A Unick Forex, inaugurou uma sede no país da América Central no início do ano. Em um local nobre, as salas alugadas pela Unick ficam no mesmo quarteirão onde está localizado o Banco Central do pais.