Depois de mais de um ano "desaparecido", o CEO da Atlas Quantum, empresa que oferecia "investimentos" em Bitcoin e deixou um prejuízo bilionário no Brasil, foi descoberto em um condomínio de luxo em São Paulo (SP).

Como publicou a Associação de Clientes da Atlas Quantum no Twitter, Rodrigo Marques estaria em um apartamento em um condomínio fechado na Vila Gertrudes, zona sul da capital paulista.

Diante da descoberta do paradeiro do principal responsável pela empresa, um grupo de clientes se mobilizou para protestar contra Rodrigo Marques, que segundo eles prejudicou mais de 40 mil pessoas em 52 países, causando um rombo de R$ 4,5 bilhões até hoje sem solução:

As imagens mostram que Rodrigo Marques ganhou até mesmo um "pixuleco", o boneco inflável que foi criado pela FIESP como protesto contra o governo Dilma em 2015 e que depois ganhou versões do atual presidente da república, Jair Bolsonaro, e até do governador de São Paulo, João Dória Jr..

Segundo relatos no Twitter, centenas de pessoas se reuniram na frente do condomínio de luxo que seria o paradeiro de Rodrigo Marques para protestar. O dono da Atlas Quantum já havia sido alvo de protestos desde o final de 2019, quando começou a bloquear saques de clientes. Em 2020, os clientes pediram na Justiça a prisão dele. Antes de Rodrigo Marques surgir em São Paulo, havia relatos de que ele estava em Dubai, nos Emirados Árabes.

Em agosto de 2019, no começo dos problemas da Atlas, Rodrigo Marques publicou um vídeo acusando exchanges internacionais de "bloquearem saldos" da empresa em suas plataformas, mas foi desmentido por todas as exchanges citadas.

A centralização dos fundos da empresa em contas de exchanges em nome do CEO já era motivo de graves suspeitas, já que os milhares de clientes da Atlas Quantum acreditavam serem donos de carteiras de Bitcoin em blockchain, portanto com acesso a seus fundos. Não demorou e ninguém mais conseguiu sacar através da empresa.

Nos anos seguintes, a Atlas ofereceu "recompra" dos BTCs a valores irrisórios, tentando encerrar seus problemas jurídicos, mas não conseguiu. O desfalque da empresa seria de 15.000 Bitcoins, ou quase US$ 5 bilhões na cotação de hoje. A empresa é investigada pela Polícia Federal e pela CVM por fraude.

No dia 6 de abril, o Ministério Público Federal marcou a data em que vai analisar as denuncias que chegaram até a instituição envolvendo a Atlas Quantum

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