Após um fundo que orbitou em torno de US$ 800 bilhões em 2022, o market cap do mercado de criptomoedas alcançava US$ 1,69 trilhão (+0,4%) na tarde desta terça-feira (16), volume que representava uma fatia de aproximadamente 50% do topo registrado em outubro de 2021. Porém, esses números podem ser considerados irrisórios se comparados ao potencial desse mercado pela entrada de “capital doméstico dos EUA” nos próximos anos, além do possível corte na taxa de juros dos bancos centrais, outro cenário favorável às criptomoedas.
Essas foram as avaliações expressas nos últimos dias por Tom Lee, sócio-gerente da empresa de pesquisa de mercado Fundstrat, e o CEO e fundador da gestora Pershing Square Capital Management, o bilionário Bill Ackman, que estão de olho na riqueza doméstica dos EUA, em torno de US$ 150 trilhões segundo ele, e no corte de juros do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, respectivamente.
Em entrevista à CNBC, Lee disse que os fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) baseados em negociação à vista (spot) de Bitcoin (BTC), aprovados na semana passada pela SEC, a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA, representarão um divisor de águas na capitalização de mercado do benchmark cripto e permitidão que as famílias estadunidenses obtenham exposição ao BTC de maneira conveniente e segura.
Segundo ele, “em vez de ir a uma exchange e depois se preocupar com suas chaves privadas, muitos investidores agora podem usar os mercados financeiros tradicionais para acessar o Bitcoin. Há US$ 150 trilhões em patrimônio líquido doméstico apenas nos EUA.”
“Alocar apenas 1% [da riqueza das famílias dos EUA] em criptomoedas representaria US$ 1,5 trilhão em entradas, isso já é mais do que o valor da rede Bitcoin. Portanto, acho que há um potencial tremendo e é uma diversificação muito importante para muitas pessoas que têm exposição a ativos em dólares americanos em ações ou títulos. E, você sabe, o Bitcoin é realmente uma boa proteção contra muitos riscos monetários”, justificou.
Também em entrevista à CNBC, Ackman se mostrou otimista em relação ao início de corte de juros pelo Fed em razão do custo elevado do dinheiro atualmente. Medida que, segundo ele, é uma necessidade para evitar uma recessão. Na avaliação do investidor, “três cortes nas taxas representam uma redução de 75 pontos base entre 5,25% e 5,50%. Isso não é um movimento significativo.”
“Três cortes nas taxas representariam uma redução de 15% nas taxas. Neste momento, com a inflação a arrefecer de forma muito significativa, o custo real do dinheiro é muito elevado. Portanto, acho que [o Fed] terá que agir antecipadamente. Eles certamente podem fazer mais do que três cortes [nas taxas]”, acrescentou.
Pelo lado menos otimista, economistas consultados esta semana no Fórum de Davos colocaram em xeque o desenvolvimento econômico este ano enquanto o Brasil aposta no Drex, Pix e outras soluções tecnológicas em 2024, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.