Operando suposta pirâmide desde 2011, prometendo retornos de 500%, Marcel Mafra Bicalho, é preso e teria movimentado R$ 1 bilhão

Como reportou o Cointelegraph um pouco mais cedo, a Polícia Cívil, em uma operação que contou com a participação das forças políticiais do Estado da Bahia, prendeu Marcel Mafra Bicalho, mineiro acusado de operar uma suposta pirâmide financeira que afirmava investir em Bitcoin criptomoedas e teria movimentado mais de R$ 1 bilhão.

Há pouco, o delegado da Polícia Cívil de Minas Gerais, Gustavo Baletta, forneceu mais detalhes sobre o caso e revelou que Bicalho usava uma nome falso, Marcelo Mattos, para enganar os investidores, cerca de 6 mil pessoas.

"Marcel montou uma pirâmide financeira chamada Matos investimentos. Ele se apresentava como Marcelo Mattos, professor e mestre. Dava aulas no Youtube sobre investimentos e mercado Forex, tudo para enganar as pessoas a investirem em seu esquema", disse o Delegado.

Baletta revelou ainda que Bicalho deve continuar preso e responder pelos crimes de estiolionato, evasão de divisias e organização criminosa. No entanto, apesar da prisão e da possível condenação o delegado não acredita que os invetidores que aplicaram dinheiro com o suposto golpista devem receber algo.

"Ele lesou mais de 6 mil vítimas em todo o Brasil e atualmente a dívida seria de R$ 500 milhões.Infelismente acho que ele não vai pagar o dinheiro nunca mais", disse o Delegado.

O suposto investidor foi preso em um resort de luxo em Arraial d’Ajuda, distrito de Porto Seguro (BA).Ele teria alugado todo o espaço, por R$ 30 mil mês, para funcionar como um 'bunker' onde poderia atuar sem ser visto. Além dele, também já foi preso, acusados pelo mesmo crimes,  um suposto laranja chamado Leonardo Oliveira Silva.

Em seu suposto esquema financeiro, Bicalho afirma que retornaria até 100% do valor aplicado em um único mês, desde que um investimento inicial de R$ 1.500 fosse realizado, em alguns casos, a taxa prometida chegava a 612%, dentro do período combinado com o cliente.

Em junho deste ano, a Justiça do Distrito Federal já havia pedido bloqueio judicial de bens de quatro empresas suspeitas de atuarem no golpe, todas de propriedade ou com ligação a Bicalho: FX BTC investimentos; Partners Bit Intermediação e Serviços Online Ltda; Comprebitcoins Serviços Digitais EIRELI e MG Investimento em Tecnologia Ltda.

Embora na atual investigação que levou a prisão de Bicalho na Bahia a Polícia Civil diga que ele aplicava os golpes desde 2017. No processo do DF, as vítimas apontam que os primeiros investimentos na suposta pirâmide financeira datam de 2011.

A Comissão de Valores Mobiliários do Brasil (CVM) já havia alertado sobre a atuação irregular de Mattos que afirmava também investir no mercado Forex, que é proibido no Brasil. Os advogados alegam que os investidores sabiam dos riscos associados a este tipo de investimento.

Como reportou o Cointelegraph, em uma ação judicial, aberta por um cliente do Grupo Bitcoin Banco, com saques atrasados na plataforma, a justiça determinou o bloqueio de bens pessoais de Cláudio Oliveira, controlador do GBB.

O novo bloqueio judicial, foi até a casa e a chácara do empresário e visava itens pessoais como obras de arte, jóias, quadros, relógios e até sapados da marca Louboutin, pertecentes a Oliveira e sua esposa.