O Pix, sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central do Brasil, foi eleito o melhor sistema de pagamentos do mundo entre todos os produtos de pagamentos de Bancos Centrais, lançado nos últimos 12 meses.

Desta forma o Pix foi o vencedor na categoria Payment Innovation, na premiação Fintech & Regtech Global Awards 2021

Na categoria em que o Pix ficou com o primeiro lugar, foram avaliadas iniciativas de pagamento que foram lançadas nos últimos 12 meses, controladas ou supervisionadas por um banco central ou outro regulador financeiro e que, com base no uso de uma nova tecnologia, resultaram em ganhos de eficiência, tanto em custos, como em velocidade, além de terem contribuído para a inclusão financeira.

Por conta da pandemia de Covid-19, a premiação, realizada na última quarta-feira (16/06), foi on-line. O presidente do BC, Roberto Campos Neto, agradeceu em vídeo o reconhecimento dado ao Pix.

“É uma grande honra receber esse prêmio, ter esse importante reconhecimento do Central Banking Awards 2021. O Pix contribui de maneira decisiva para a democratização do acesso a meios eletrônicos de pagamento e impulsiona a competição e gera mais eficiência no mercado. Ele atingiu resultados expressivos em um curto período de tempo e continua crescendo a cada semana”, disse o presidente do BC.

Campos Neto fez questão de agradecer o time “incrível” que tem trabalhado na implementação e na operacionalização do Pix e disse que o BC tem atuado para o desenvolvimento de novas funcionalidades do ecossistema, como “no futuro, a possibilidade de incluir pagamentos instantâneos de outros países”.

O Fintech & Regtech Global Awards, que está na quarta edição, é realizado anualmente pela Central Banking, publicação exclusivamente online especializada em assuntos afetos a bancos centrais.

Recentemente, o Banco Central do Brasil também foi premiado nas categorias gerenciamento de riscos e melhor site de banco central (2020) e iniciativa de sandbox (2019). Saiba mais sobre ela aqui.

Real Digital e PIX

Recentemente o economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e ex-diretor do Banco Central, da Petrobras e do BNDES, Carlos Thadeu de Freita Gomes ressaltou que o BC espera que o varejo adote amplamente o real digital, até mesmo entre os brasileiros não bancarizados. 

Para o economista, Pix e Open Banking, novidades do BC baseadas em tecnologias disruptivas, serão integrados ao real digital, mas a versão física da moeda não deve acabar.

"O real digital será integrado às inovações tecnológicas já em andamento, como o Pix e o Open Banking, que vêm se tornando cada vez mais importantes no sistema financeiro. O real em espécie não deixará de existir, podendo o consumidor escolher como deseja manter seu dinheiro. Essa nova possibilidade abrirá, porém, concorrência entre as duas formas de moeda, gerando um risco para os bancos comerciais, que operam os depósitos à vista e o crédito. Isso porque eles utilizam os recursos dos depósitos em suas negociações e, assim, movimentam o sistema financeiro."

Ele destaca, porém, que os pequenos comerciantes podem demorar para adotar a versão digital do real.

"Nossa visão é a de que o pequeno comércio deve demorar para se adaptar a essa novidade, pois as vendas realizadas em dinheiro vivo ainda são uma realidade no país, mesmo o varejista incorrendo no custo de carregamento do estoque de moeda. Muitos estabelecimentos de pequeno porte não operacionalizam a folha de pagamentos via banco, por exemplo, pagando os salários dos funcionários em espécie. Essa prática, ainda comum, estimula o uso da moeda física."

Ele também destaca que o Banco Central busca prevenir a lavagem de dinheiro e as remessas ilegais com a digitalização da moeda nacional.

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