As chaves do Pix podem servir para ‘acostumar’ os brasileiros ao conceito de chaves do Bitcoin. A chave, previamente cadastrada, em banco ou outra instituição financeira, permite identificar a conta para receber pagamentos e transferências.
A chave pode ser os números do CPF (pessoas) ou do CNPJ (empresas), e-mail, número de celular ou chave aleatória - sequência alfanumérica utilizada por usuários que não queiram vincular seus dados pessoais às informações de sua conta.
O recebedor também pode gerar QR Codes para recebimento de pagamentos. Outra possível é fazer o pagamento ou a transferência sem a chave, mas neste caso, é preciso digitar os dados bancários do recebedor.
O Pix é gratuito para pessoas físicas nas operações de transferência e de compra. Cada conta de pessoa física pode ter até cinco chaves vinculadas.
No caso de pessoa jurídica, o máximo é de 20 chaves por conta. As instituições financeiras poderão cobrar tarifa das empresas tanto no envio como no recebimento de dinheiro por meio do Pix. Serviços acessórios ligados ao pagamento e ao recebimento de recursos também poderão ser tarifados.
O que tudo isso tem em comum com o Bitcoin? O uso de chaves mnemônicas e criptografadas. Durante muito tempo, os críticos das criptomoedas indicavam a baixa adoção destas devido ao uso de chaves públicas e privadas como dificuldade para o entendimento e usabilidade dos mesmos.
imagem: BitcoinNews
Há também a exigência de se ter as chaves públicas e privadas para receber fundos enviados à carteira e a posse com extremo cuidado da chave privada, que dá acesso aos fundos na blockchain do Bitcoin.
Uma chave privada é um número secreto que permite que os Bitcoins sejam gastos. Cada carteira Bitcoin contém uma ou mais chaves privadas, que são salvas no arquivo da carteira.
imagem: Wikipedia
Adoção das chaves Pix bateu recordes
O Pix também sofreu algum ataque dos críticos, ao seu modus operandi, onde toda a operação está calcada no uso de chaves previamente cadastradas, que no caso em particular do Pix são fácil memorização e uso.
O Banco Central afirma que mais de 100 milhões de chaves foram cadastradas e que o sistema teve adesão da população bancarizada. Embora o BC não tenha divulgado números detalhados sobre as chaves do Pix, uma pesquisa realizada pela Toluna e divulgada pela Exame com 831 pessoas de todas as regiões do Brasil constatou que o CPF foi a forma preferida pelos brasileiros para registrar suas chaves junto ao sistema. Entre os entrevistados, 48% dizem ter cadastrado o CPF, 34% o email, 31% registrou o número de telefone e 16% cadastrou a chave aleatória.
Ethereum Names Services
O ecossistema Ethereum lançou um serviço que traduz os endereços de carteira Ethereum em nomes legíveis, um serviço conhecido como - Ethereum Names Services (ENS) -. Trata-se de um sistema equivalente de nomes de domínio (DNS) comumente usado para páginas na web.
O DNS traduz os nomes de domínio de endereços de sites em endereços de protocolo da Internet (IP). Eles são facilmente entendidos por computadores, mas não são tão convenientes para nós, humanos. Por exemplo, o que seria melhor ler? www.cointelegraph.com.br ou 172.67.168.106 - qual destes é mais fácil lembrar ou digitar?
Diante dessa demanda por um facilitador de memorização das chaves de endereços, a ENS foi criada como um serviço que roda sob o protocolo Ethereum. O ENS um provedor de nome de domínio totalmente distribuído que permite que qualquer pessoa compre e gerencie domínios, o que significa que você pode enviar tokens ETH ou ERC20 para “seunome.eth” em vez de “8e866f012fb8fb…”.
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