O Banco Central do Brasil divulgou nesta terça (26) o nome de todas as instituições que solicitaram adesão ao PIX.
O PIX é o sistema de pagamentos instantâneos do BC e que pode acabar com as operações de TED e DOC.
Além disso, o PIX é uma resposta do BC a digitalização da economia e pode ajudar a reduzir os pagamentos feitos com dinheiro físico.
Segundo a lista divulgada pelo Banco Central, ao lado de grandes instituições financeiras como Banco do Brasil, Itaú, Santander, Bradesco entre outros.
Há também fintechs famosas como PicPay, PayPal, Nubank, Mercado Pago, Iugu, PagSeguro e muitas outras.
Interface amigável
Segundo o Banco Central, as empresas que desejam aderir ao PIX tem até o dia 01 de junho.
Após este prazo o BC começará o processo de testes e homologação do sistema.
Ainda de acordo com o Banco Central, um aspecto central desta etapa é a verificação de como as instituições vão apresentar o PIX aos seus clientes
Além disso o BC quer analisar se as interfaces atendem os requisitos definidos pelo Banco Central.
“Precisamos garantir que a população tenha acesso ao PIX de forma simples e prática, para que dos entendam e possam usar esse novo meio de pagamento”, comenta Breno Lobo, chefe de divisão no BC.
Exchanges de Bitcoin
Exchanges de Bitcoin também podem participar do PIX.
O Banco Central do Brasil declarou ao Cointelegraph que Bitcoin e criptomoedas são bem vindos ao Sistema.
Destacou também que não haverá qualquer restrição, por parte do Bacen da participação de empresas de criptoativos no novos sistema de pagamentos do Brasil.
Desta forma, a partir de 16 de novembro, quando o sistema estiver disponível oficialmente no país, clientes das empresas de Bitcoin poderão negociar BTC e criptomoedas praticamente em tempo real.
Também será possível enviar dinheiro entre exchanges, fintechs, instituições de pagamento, aplicativos, unindo todas as entidades com contas digitais em uma mesma rede.
Na outra ponta, as solicitações de saque de reais dos usuários também devem ocorrer instantaneamente, em no máximo 2 segundos, direto para conta corrente fora da exchange, em qualquer dia e horário.
Em declaração para o Cointelegraph, Carlos Eduardo de Andrade Brandt Silva, chefe adjunto de unidade do BCB, destacou que "Interoperabilidade, ja acomoda todas os agentes, de transferências simples, no modelo conta a conta" que a forma como as exchanges operam no Brasil hoje.
"Não haverá nenhuma restrição para a entidades não regulamentadas pelo Banco Central do Brasil, inclusive exchanges de Bitcoin e criptomoedas. Nossa iniciativa é para criar melhores condições de competição entre os serviços financeiros. Agora todas as instituições que são reguladas pelo Bacen devem seguir as regras que já estão estabelecidas", disse.
Silva citou que a 'não restrição' para as exchanges de Bitcoin também está contemplada dentro da Circular n° 3.985 que estabelece as diretrizes do PIX e que determina que , no caso das instituições financeiras, a participação é obrigatória para instituições de pagamento autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil com mais de 500 mil contas de clientes ativas.
"I - prestador de serviço de pagamento que mantém conta transacional: instituição financeira ou instituição de pagamento que oferta uma conta transacional para o usuário final, inclusive as instituições de pagamento não sujeitas à autorização de funcionamento pelo Banco Central do Brasil;", destaca a Circular reforçando que também as entidades não reguladas pelo Bacen tem direito de acessar o PIX.
Contudo as exchanges de Bitcoin não precisam solicitar adesão ao PIX elas podem integrar o sistema via instituições financeiras no qual possuem conta bancária.
Confira a lista completa de instituições no PIX
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