Banco Central das Filipinas continuará a monitorar de perto a cripto, citando financiamento ao terrorismo

O presidente do banco central das Filipinas, Benjamin Diokno, alertou contra o potencial uso de criptomoedas para o financiamento ao terrorismo e ressaltou que o Bangko Sentral ng Pilipinas (BSP) continuará a monitorar de perto seu uso no país. A notícia foi reportada pelo jornal local em língua inglesa The Philippine Star, em 10 de junho.

Além das observações de Diokno, o vice-presidente do BSP, Diwa Guinigundo, supostamente forneceu mais insights sobre a posição da instituição em relação às criptomoedas durante o lançamento de um livro sem nome sobre o Bitcoin (BTC).

Diokno criticou ostensivamente o potencial do Bitcoin de funcionar como unidade de conta, meio de troca e reserva de valor, alegando que a volatilidade da maior criptomoeda inibe sua utilidade em todos os três pontos.

O presidente teria reconhecido que a blockchain e certas implementações de tecnologias de ledger distribuído podem ser úteis para pagamentos e liquidações para transações peer-to-peer, apresentando isso como um risco potencial para o setor bancário tradicional:

“A teoria dos jogos dita uma possível disfunção quando há colapso do mercado, quando todos podem desconfiar uns dos outros. Não pode haver um total desrespeito por um banco central ou um terceiro que se presta a emprestador de última instância.”

Guinigundo disse que o banco central abordará o desenvolvimento da fintech usando sandboxes regulatórias para equilibrar os benefícios potenciais de tecnologias financeiras inovadoras com proteção robusta de consumidores e investidores.

O Philippine Star cita dados recentes do Departamento de Supervisão de Risco e Inovação Tecnológica do BSP, que revelou que o valor das transações de cripto quase dobrou em 2018 - atingindo US$ 390,37 milhões, em comparação aos US$ 189,18 milhões de 2017.

A desagregação dos dados indicou que a conversão de moedas fiduciárias em criptomoedas representou 208,27 milhões de dólares, conversão de cripto-para-fiduciário de 173,33 milhões de dólares e remessas recebidas internacionais com cripto de 8,77 milhões de dólares.

Em fevereiro deste ano, as Filipinas introduziram um novo conjunto de regras que regem a emissão e aquisição de utility e security tokens.

O BSP exigiu que as exchanges cripto domésticas se registrassem como remetentes e transferissem empresas e implementassem salvaguardas específicas - abrangendo a AML, CFT, gerenciamento de riscos e proteção ao consumidor - desde fevereiro de 2017.

No início deste mês, a BitMEX Ventures investiu em uma exchange cripto oficialmente licenciada pelo BSP e, em abril, a empresa de serviços de pagamento Bitspark revelou planos de lançar uma criptomoeda atrelada à moeda fiduciária nacional das Filipinas, o peso.