Seis pinturas produzidas pelo artista Slaven Dizdarevic ganharam versões em tokens não fungíveis (NFTs) de uma coleção que está listada desde fevereiro no marketplace OpenSea. Os criptoativos são criados a partir da cunhagem direta das obras no Etherscan.  Os quadros de  Dizdarevic, que relacionam arte e esporte,  foram inicialmente exibidos em uma estação de metrô de Tóquio em 2021, quando foram realizados os Jogos Olímpicos de 2020, adiados naquele ano por causa da pandemia de Covid-19. 

"New Sports" (novas modalidades na olimpíada de Tóquio). Fonte: OpenSea

As obras de Slaven foram concebidas inicialmente por meio de uma iniciativa do Comitê Olímpico Internacional (COI) chamada Olympic Agora, cuja proposta é promover a conexão entre arte e esporte por meio de artistas que já foram atletas olímpicos, como é o caso de Slaven Dizdarevic, que representou o atletismo da Eslováquia nos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008. Ele nasceu na antiga Iugoslávia, na cidade de Sarajevo, hoje capital da Bósnia e Herzegovina.

No começo eu não sabia o que era NFT, mas depois de uma ligação de um amigo fui pesquisar na internet e percebi que os NFTs se encaixam nos espaços onde eu gostaria de projetar minha arte. A ideia foi se desenvolvendo até encontrarmos um conceito que envolvesse a participação do público. Cabe aos compradores decidir se querem manter as obras físicas ou digitais, disse o artista, e ex-atleta.

Outra proposta da coleção é a criação de uma relação de proximidade entre o artista e os fãs por meio dos criptoativos. Foi o que explicou o Chief Blockchain Officer, Leandro Pontes,  da empresa  NFT Concept, que também participou do lançamento da coleção de NFTs. 

Ele revelou que os compradores de dois NFTs terão direito a uma aula de arte com Slaven. No caso daqueles que concluírem a coleção, o projeto prevê uma experiência VIP na cidade de Lausanne, na Suíça, incluindo uma visita guiada ao Museu Olímpico e um jantar com Slaven. 

Achamos que, para além da comercialização dos NFTs, este projeto pode dar luz a certas questões pertinentes da nossa sociedade pós-pandemia sobre a percepção de valor de um objeto físico versus a sua versão digital. O Slaven é um cara mais do que preparado para conduzir estas discussões, especialmente tendo as Olimpíadas como tema e por ele morar em Lausana, aonde fica a sede do COI, explicou Leandro. 

Medalhistas olímpicos e paralímpicos que brilharam em Tóquio também inspiraram artistas renomados para criação de NFTs em homenagem a estes atletas, iniciativa  do 9Block, estúdio de conteúdo do comunicador digital Felipe Neto, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil

 

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