Internacionalmente conhecidos por suas obras em grafite, que começaram pelas paredes do bairro onde cresceram, o Cambuci, em São Paulo (SP), antes de se espalharem por cidades de diversos países ao redor do mundo, como Estados Unidos, Inglaterra, AlemanhaGrécia e Cuba, os irmãos gêmeos Otávio e Gustavo Pandolfo, da dupla “Osgêmeos”, usaram o instagram, onde possuem 1,2 milhão de seguidores, para fazer um alerta relacionado à apropriação não autorizada de suas obras para a criação e comercialização de tokens não fungíveis (NFTs) em plataformas marketplaces

“Fiquem atentos aos NFTs NÃO AUTORIZADOS!
Nós não produzimos nenhum NFT!! Se um dia fizermos, avisaremos a todos aqui e em nossas outras plataformas.

Os que são encontrados à venda por aí com imagens de nossos trabalhos, ou baseados neles, NÃO SÃO AUTORIZADOS/ORIGINAIS portanto, FIQUEM LIGADOS e tomem cuidado. NÃO SE DEIXEM ENGANAR!” alertaram os artistas. 

No OpenSea,  principal plataforma marketplace de NFTs, é possível encontrar obras clássicas da dupla sendo comercializadas. Um exemplo é a foto do avião decorado por Otávio e Gustavo em 2014, aeronave que transportou a Seleção Brasileira de Futebol pelo Brasil, que naquele ano sediou a Copa do Mundo de Futebol. 

Neste Caso, aparentemente o suposto fraudador não obteve êxito, uma vez que o NFT era anunciado com preço-base de 0,015 ETH, cerca de US$ 29,4, aproximadamente R$ 141, e não possuía ofertas dentre as poucas pessoas que visualizaram o criptoativo. 

Decorado pela dupla "Osgêmeos" para a Copa de 2014, avião da Seleção Brasileira foi transformado em NFT. Foto: Divulgação/OpenSea

Otávio e Gustavo Pandolfo, ao que tudo indica, estão na galeria dos artistas recentes que sofreram com o roubo de arte digital, uma modalidade que se apresenta como um crime cibernético em ascensão, já que que os ladrões vasculham a internet em busca de artes digitais dos artistas a fim de tokenizá-las e colocá-las à venda como NFTs nos marketplaces, como o OpenSea. 

Em março do ano passado, o artista brasileiro giuvisualart encontrou alguns de seus trabalhos, e de outros artistas conhecidos dele, transformados em NFTs e negociados livremente no OpenSea sem a autorização do brasileiro.

Quando os NFTs saem do círculo dos artistas, o problema ganha proporções maiores ainda no que diz respeito a várias modalidades de golpe que, neste caso, tem como alvo os investidores. E não é à toa, porque, apesar da baixa do mercado, o volume de transações de NFTs pela rede Ethereum, por exemplo, atingiu US$ 44,2 bilhões em 2021  representando uma alta superior aos 41.000%. O que também fez aumentar o ímpeto dos golpistas e suas diferentes estratégias para tentar roubar os investidores, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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