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Walter Barros
Escrito por Walter Barros,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Dupla de artistas 'OsGêmeos' alerta para venda não autorizada de NFTs de suas obras

Mundialmente conhecidos, grafiteiros brasileiros disseram que não produziram e não autorizaram criação de NFTs de suas obras.

Dupla de artistas 'OsGêmeos' alerta para venda não autorizada de NFTs de suas obras
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Internacionalmente conhecidos por suas obras em grafite, que começaram pelas paredes do bairro onde cresceram, o Cambuci, em São Paulo (SP), antes de se espalharem por cidades de diversos países ao redor do mundo, como Estados Unidos, Inglaterra, AlemanhaGrécia e Cuba, os irmãos gêmeos Otávio e Gustavo Pandolfo, da dupla “Osgêmeos”, usaram o instagram, onde possuem 1,2 milhão de seguidores, para fazer um alerta relacionado à apropriação não autorizada de suas obras para a criação e comercialização de tokens não fungíveis (NFTs) em plataformas marketplaces

“Fiquem atentos aos NFTs NÃO AUTORIZADOS!
Nós não produzimos nenhum NFT!! Se um dia fizermos, avisaremos a todos aqui e em nossas outras plataformas.

Os que são encontrados à venda por aí com imagens de nossos trabalhos, ou baseados neles, NÃO SÃO AUTORIZADOS/ORIGINAIS portanto, FIQUEM LIGADOS e tomem cuidado. NÃO SE DEIXEM ENGANAR!” alertaram os artistas. 

No OpenSea,  principal plataforma marketplace de NFTs, é possível encontrar obras clássicas da dupla sendo comercializadas. Um exemplo é a foto do avião decorado por Otávio e Gustavo em 2014, aeronave que transportou a Seleção Brasileira de Futebol pelo Brasil, que naquele ano sediou a Copa do Mundo de Futebol. 

Neste Caso, aparentemente o suposto fraudador não obteve êxito, uma vez que o NFT era anunciado com preço-base de 0,015 ETH, cerca de US$ 29,4, aproximadamente R$ 141, e não possuía ofertas dentre as poucas pessoas que visualizaram o criptoativo. 

Decorado pela dupla "Osgêmeos" para a Copa de 2014, avião da Seleção Brasileira foi transformado em NFT. Foto: Divulgação/OpenSea

Otávio e Gustavo Pandolfo, ao que tudo indica, estão na galeria dos artistas recentes que sofreram com o roubo de arte digital, uma modalidade que se apresenta como um crime cibernético em ascensão, já que que os ladrões vasculham a internet em busca de artes digitais dos artistas a fim de tokenizá-las e colocá-las à venda como NFTs nos marketplaces, como o OpenSea. 

Em março do ano passado, o artista brasileiro giuvisualart encontrou alguns de seus trabalhos, e de outros artistas conhecidos dele, transformados em NFTs e negociados livremente no OpenSea sem a autorização do brasileiro.

Quando os NFTs saem do círculo dos artistas, o problema ganha proporções maiores ainda no que diz respeito a várias modalidades de golpe que, neste caso, tem como alvo os investidores. E não é à toa, porque, apesar da baixa do mercado, o volume de transações de NFTs pela rede Ethereum, por exemplo, atingiu US$ 44,2 bilhões em 2021  representando uma alta superior aos 41.000%. O que também fez aumentar o ímpeto dos golpistas e suas diferentes estratégias para tentar roubar os investidores, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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