Operadora Claro pode oferecer serviços com Bitcoin e criptomoedas para 'competir' com bancos

A Claro, uma das principais operadoras de telecomunicações do Brasil está de olho no mercado de criptomoedas e pode até lançar serviços baseados em criptoativos para 'concorrer' com os bancos tradicionais, como revelou matéria publicada em 13 de janeiro pelo jornal Valor Econômico.

Segundo a reportagem, as operadoras de telecomunicações estão buscando lançar serviços voltados ao mercado financeiro, principalmente voltados a empréstimos e seguros, para competir com bancos como é o caso da Telefônica, que por meio da Vivo, oferece opções de empréstimos para seus clientes.

Contudo, no caso da Vivo, os empréstimos são cedidos pelo banco Digio, que é controlado pelo Bradesco e Banco do Brasil, ou seja, no final das contas, os bancos continuam ganhando da mesma forma e a Vivo atua como uma espécie de 'revendedor' dos planos de empréstimos dos bancos, ficando com uma parcela dos valores contratados.

Já a Claro, também atua como a Telefônica oferece empréstimos que na verdade são garantidos por bancos, contudo, no caso da operadora tudo funciona 'internamente' pois o banco que garante os valores emprestados pela Claro a seus clientes é o Banco Inbursa, do bilionário Carlos Slim, dono da América Móvil, que controla a Claro.

No entanto a Claro aposta em outras iniciativas voltadas a atender seus clientes e os desbancarizados inclusive estudando o potencial de Bitcoin e criptomoedas para atuar neste mercado.

“Uma parcela da população é desbancarizada. Parte só tem o cartão do Bolsa Família e usa uma vez por mês no saque do benefício. Será um mercado que vai mudar muito nos próximos anos (...) Vemos potencial para diferentes áreas como seguros, meios de pagamentos, educação financeira, criptomoedas e bancos digitais", destacou ao Valor, Mauricio Santos, diretor de soluções e produtos financeiros da Claro. 

A Claro não deu mais detalhes sobre qual o potencial que vê nas criptomoedas e como elas podem integrar os serviços financeiros da Claro. No ano passado, a Electroneum, destacou que seus usuários poderia converter os tokens ETN em chamadas telefônicas e pacotes de dados na Claro.

Atenta às novas tecnologias, a Claro pesquisa o uso de blockchain e criptomoedas desde, pelo menos, 2018, segundo um levantamento feito pelo Cointelegraph mas não confirmado pela empresa.

Como noticiou o Cointelegraph, recentemente a operadora de telefonia destacou que iniciou o processo de ativação de uma rede dedicada para aplicações de Internet das Coisas (IoT) que adotará o padrão de conectividade LTE CAT-M (CAT-M), ativado em 75% das cidades com cobertura direto pela operadora, algo em torno de 2.250 municípios. A rede funcionará nas frequências de 700 MHz e 1.800 MHz.

“A Claro passa por um intenso e robusto plano de modernização tecnológica e ampliação de seus sites. Dentro desse programa de ações, as funções do IoT já foram consideradas. Agora, vamos focar na expansão para as demais áreas. Tudo isso, junto com outros movimentos de evolução de rede, como a consolidação de backbone com tecnologia fotônica e a construção de novos data centers, visando a virtualização de elementos de core de rede para a futura rede 5G”, explica Paulo Cesar Teixeira, CEO da Claro.

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