Na manhã desta quinta-feira (8), o mercado de criptomoedas operava a um market cap de US$ 2,01 trilhões (-0,7%) enquanto o Bitcoin (BTC) era transacionado em torno de US$ 57,4 mil (-0,2%) com retração acumulada semanal de 11%, dominância de mercado a 56,1%, sentimento dos investidores em uma região neutra (42%) e algumas altcoins avançadas em dois dígitos percentuais, com picos de até 100% nas últimas horas.
A movimentação dos preços dava sinais de consolidação após o pânico que marcou o início da semana, com o derretimento do BTC seguindo o tombo das bolsas ao redor do mundo, banho de sangue capitaneado por sinais de recessão nos EUA e aumento dos juros no Japão.
A cautela dos investidores, apesar de declarações feitas na última segunda-feira (5) pela presidente do Federal Reserve (Fed) de São Francisco, Mary Daly, de que não há sinais de “alerta vermelho” pelo esfriamento do mercado de trabalho na maior economia global, foi percebida na última quarta-feira (7) pela atratividade dos títulos do Tesouro dos EUA, os Treasuries, com elevação dos rendimentos.
O que era seguido no mercado de criptomoedas pelo refúgio dos traders em stablecoins lastreadas ao dólar americano, repetiu-se fora do ecossistema cripto, já que a moeda fiduciária dos EUA se mantinha forte, de acordo com o índice DXY, que afere a moeda em função de uma cesta composta por outras moedas globais consideradas estáveis.
Em direção contrária, índices historicamente correlacionados ao mercado de criptomoedas recuaram. Caso do S&P 500 e Nasdaq, encerrados respectivamente em 5.199,50 (-0,77%) e 16.195,81 pontos (-1,05%). Já os fundos negociados em bolsa (ETFs) baseados em criptomoedas se mantiveram em terreno misto. No caso dos ETFs baseados em negociação à vista (spot) de Bitcoin dos EUA, foram US$ 45,14 milhões em entradas líquidas, enquanto os ETFs spot de Ethereum (ETH) representaram US$ 23,68 milhões em saídas líquidas, de acordo com dados da plataforma SoSoValue.
No lado negativo das principais altcoins em capitalização de mercado, o FET valia US$ 0,81 (-10,3%), o BRETT representava US$ 0,090 (-8,6%), o FLOKI orbitava US$ 0,00012 (-8,3%) e o OM se equiparava a US$ 0,99 (-8%). Em direção contrária, o XLM representava US$ 0,10 (+6,7%), o BSV atingia US$ 41,58 (+6,3%), o TAO representava US$ 286,42 (+6,4%).
Na seara das altas de dois dígitos percentuais, o XRP era transacionado por US$ 0,61 (+18%), o GAL se convertia em US$ 2,76 (+23,4%), o POLY era comprado por US$ 0,13 (+18%), o MOTHER era quantificado por US$ 0,062 (+12,6%), o DORA estava precificado em US$ 0,077 (+33,9%), o SLND pareava US$ 1,08 (+20,4%).
As plataformas de monitoramento destacam alguns tokens com picos de preço em torno de 100% nas últimas horas, caso das memecoins Mog (TRUMP), YAWN e PacMoon (PAC), negociadas respectivamente por US$ US$ 0,027 (+95,9%), US$ 0,0027 (+88,5%) e US$ 0,040 (+79,5%).
Outro destaque era a listagem na Binance do TON, token da blockchain de camada 1 (L1) desenvolvida pelo Telegram Toncoin, negociado por US$ 6,11 (+5,8%) e com pico de preço de quase 50% em relação ao preço de abertura na plataforma de negociações spot da exchange global de criptomoedas.
Entre as novas listagens em exchanges também estavam NEIROETH na Bitrue, CATDOG na Gate.io, MAD, WIF3S e WIF3L na LBank, POCAT na Phemex, DOGY e WVTRS na AscenEX, wormhole, MOCA na Indodax e WDOG na CoinEx.
No dia anterior, três altcoins desconhecidas dispararam até 150% e sete derreteram até 40% em deslistagem enquanto o Bitcoin reagia, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.