Em uma conversa exclusiva com o Cointelegraph Brasil, Nicholas Sacchi, head de research do BTG Digital Assets, revelou que o banco, que é o maior banco de investimento da América Latina, está de olho no potencial do mercado de tokens não fungíveis (NFTs) bem como em games play-to-earn, ao estilo Axie Infinity.
Sacchi conversou com o Cointelegraph depois que o BTG anunciou uma parceria com a plataforma Final Level, marcando a entrada do banco no universo dos games, logo depois da instituição ter abraçado as criptomoedas atuando em fundos de investimento com Bitcoin (BTC), ETFs (como distribuidor) e emitindo um token próprio, o Reitz.
Segundo revelou o head do BTG, o banco vem acompanhando de perto o mercado de NFTs mas ainda não tem, no curto prazo, estratégia para o setor.
"O BTG Pactual está acompanhando as evoluções desse mercado de tokens não-fungíveis de perto e acredita que há espaço para o desenvolvimento de iniciativas ligadas a esse universo, mas isso não faz parte da estratégia de curto prazo da instituição", disse.
Sacchi também afirmou que os NFTs e os jogos play-to-earn estão revolucionando a relação dos gamers com os jogos, mas como esta é uma indústria embrionária, é importante ficar atento a volatilidade dos ativos ligados às plataformas, como é o caso dos tokens AXS e SLP, vinculados ao Axie.
"Com esse novo formato, além do entretenimento, os jogadores passam a ter um canal de geração de receita por meio da monetização do tempo investido nos jogos e isso tem um enorme potencial de transformação. Antes, os jogadores acessavam os jogos apenas por diversão. Agora, a decisão também é de investimento. O mercado está bastante aquecido e é importante ter cautela com os tokens de jogos, já que esse mercado ainda é bastante embrionário e, portanto, é difícil chegar a qualquer conclusão acerca dos preços. Mas, sem sombra de dúvidas, há valor a ser capturado na indústria", revelou.
BTG Pactual não vai comprar Bitcoin
Embora o BTG seja um dos principais bancos do Brasil a oferecer investimentos em criptoativos e o único do país a ter uma criptomoeda própria a intenção do banco não é seguir o exemplo da Tesla, Mercado Livre e MicroStrategy e comprar Bitcoins como reserva de valor e parte de seu capital.
Segundo revelou Sacchi a compra e BTC não está nos planos da instituição, porém, a instituição também revelou que está de olho nas oportunidades do Metaverso.
O executivo do BTG pontuou que o metaverso é uma consequência natural da evolução do mercado de criptoativos e da tecnologia blockchain para além das fronteiras das finanças.
De acordo com Sacchi, o metaverso representa a integração de vários elementos que influenciam o comportamento humano – como arte, entretenimento, comunicação e incentivos – e empacota isso tudo num ambiente de realidade virtual.
"Em especial para as gerações mais novas, nativas digitais e já ambientadas ao universo dos games, o metaverso é um ambiente convidativo para a exploração", finalizou.
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