O Bitcoin (BTC) avançava a US$ 102,1 mil (+3%) com acumulado semanal de 7,5% na manhã desta sexta-feira (17), quando o benchmark cripto respondia por 56,3% de dominância de mercado, cuja capitalização era de 3,6 trilhões (+3,7%). O sentimento dos investidores esbarrava na ganância (57%) e favorecia as altcoins em até 43.000%, além da explosão de dois tokens em até 1.500% na exchange descentralizada (DEX) Raydium.
O rali do Bitcoin se dissociava do recuo do S&P 500 e do Nasdaq, encerrados respectivamente em 5.937,34 (-0,21%) e 19.338,29 pontos (-0,89%). O que sinalizava a devolução de ganhos obtidos na última quarta-feira (15), após a divulgação de dados modestos de dezembro do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos. O que favoreceu a reação do BTC e a rotação de capital para as altcoins, em alta até 65%.
O FUD (medo, incerteza e dúvida) começou no início do mês, quando o Bitcoin tombou 6%, as altcoins derreteram até 40% e os traders alavancados capotaram em 710 milhões pelo temor do retorno da inflação nos EUA com o aquecimento do mercado de trabalho. Pressão que foi sucedida pela cautela das baleias e incertezas que envolvem o futuro presidente Donald Trump.
Na esteira dos dados tranquilizadores do CPI, que avançou 0,4% em dezembro, o Cboe Volatility Index (VIX), conhecido por índice do medo, encontrava-se recuado a 16,07 pontos (-0,31%) com queda acumulada de 14,79% em cinco dias. Já os fundos negociados em bolsa (ETFs) estadunidenses baseados em negociação à vista (spot) de Bitcoin e de Ethereum (ETH) registraram respectivas entradas líquidas de US$ 626,15 milhões e US$ 166,59 milhões, de acordo com dados da plataforma SoSoValue.
Na região das principais altcoins em capitalização de mercado, o AI16Z recuava a US$ 1,26 (-14,2%), o VIRTUAL se retraía a US$ 3,48 (-8,2%), o OM retornava a US$ 3,8 (-2,9%), o MANA avançava a US$ 0,55 (+8,6%%), o BRETT atingia US$ 0,13 (+8,5%), o FLR alcançava US$ 0,027 (+8%), o POL se convertia em US$ 0,51 (+8%), o IMX se estabelecia em US$ 1,40 (+8%), o NEAR valia US$ 5,54 (+8%) e o SAND chegava a US$ 0,65 (+7,7%).
Quanto às altas de dois a três dígitos percentuais, o LTC era transferido por US$ 137,92 (+18,1%), o VET era vendido por US$ 0,055 (+16,5%), o EOS se nivelava por US$ 0,99 (+16,3%), o OKB representava US$ 57,47 (+16,6%), o MORPHO estava avaliado em US$ 4,03 (+41,2%), o POPCAT se localizava em US$ 0,66 (+17,6%), o UFD estava quantificado em US$ 0,27 (+41,6%), o DEEP orbitava US$ 0,21 (+24,8%), o XCN era trocado de mãos por US$ 0,0057 (+65,2%) e o PIPPIN se traduzia em US$ 0,18 (+38,5%).
Nas pools de liquidez da DEX baseada em Solana Raydium, dois tokens novatos chamavam a atenção por picos de preço em torno de 1.500%. Tratava-se da memecoin TRUMP, negociada por US$ 0,0029 (+597%) em uma pool cuja liquidez girava em torno de US$ 310 mil, e o AIGRAM, transferido por US$ 0,0016 (+1.350%) em uma pool de US$ 219 mil, que se apresenta como um bot de pesquisa para o Telegram.
Entre os destaques estava a listagem inicial do SOLV, token do protocolo de staking de Bitcoin SolvBTC, cuja listagem inicial ocorreu nessa sexta-feira em diversas exchanges globais. Entre elas Binance, Bitrue, Bybit, OKX, Phemex, CoinEx, Gate.io e Bitget, onde o SOLV era transferido por US$ 0,15 (+24.800%) após um pico de preço de cerca de 43.000%, já que o SOLV foi aberto por US$ 0,0006 e atingiu uma máxima de US$ 0,258.
Gráfico do par SOLV/USDT. Fonte: TradingView/Bitget
Enquanto isso, os investidores de criptomoedas se antenavam nas seis criptomoedas DeFAI valorizadas em até 1.600% com chance de até 50.000% e nos cinco protocolos DeFi pouco conhecidos em alta de até 100.000% para ficar de olho na renda passiva, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.