Moeda Digital de Banco Central será a maior forma de opressão da história e Bitcoin é a solução, diz Antonopoulos

O especialista em Bitcoin e criptomoedas, Andreas M. Antonopoulos, declarou que a proposta da China e de outras nações de criar uma moeda digital de Banco Central (CBDC) será a maior forma de opressão da história e que o Bitcoin é uma alternativa a este poder do Estado.

"Em breve estaremos vivendo em uma sociedade sem dinheiro, a moeda fiduciária emitida pelo governo se tornará totalmente digital e nos despediremos de quaisquer fragmentos remanescentes de privacidade financeira que ainda existam. Alguns governos procurarão criar uma alternativa de criptomoeda; fornecendo a ferramenta perfeita para maior vigilância financeira e opressão e representa a antítese do Bitcoin. O poder do Bitcoin está em sua rede descentralizada, resistente à censura, neutra e sem permissão, que permite transações globais sem intermediários ou terceiros e com quem você quiser, por qualquer motivo que desejar. Bitcoin não se importa.", destacou em entrevista ao WhatisBitcoin.

Durante a entrevista Antonopoulos declarou ainda que o Bitcoin torna as pessoas 'donas' de seu próprio dinheiro.

"Ser seu próprio banco é incrivelmente poderoso, mas geralmente é um termo confuso e mal utilizado. Atualmente, existem 1,7 bilhão de pessoas em todo o mundo que não têm acesso a serviços bancários adequados. O Bitcoin pode corrigir isso, permitindo que os usuários mantenham, enviem e recebam valor", disse.

Ainda segundo ele, o Bitcoin é o único sistema que não pode sofrer com a pressão dos governo, "Os governos têm um histórico de pressionar os sistemas de pagamento para que deixem de permitir pagamentos aos destinatários que considerem impróprios. Em 2010, Visa, Mastercard e PayPal pararam de permitir pagamentos ao WikiLeaks. Bitcoin corrigiu isso", afirmou.

Em outra entrevista recente, como noticiou o Cointelegraph, Antonopoulos destacou que o Brasil sofre uma tremenda desigualdade de renda e desigualdade financeira, além de um enorme população não bancarizada e o Governo não parece muito interessado em resolver o problema dos pobres.

"O Brasil é um grande mercado para o Bitcoin, Absolutamente. Eu acho que o país sofre de tremenda desigualdade de renda e desigualdade financeira, tem uma enorme população indígena separada do mundo e do próprio Brasil, e uma das maiores porcentagens de pessoas não bancarizadas no mundo e que não está conseguindo melhorar socialmente. Não me parece que o governo esteja muito interessado em ajudar os indígenas ou ajudar os pobre, então a partir dessa perspectiva, acho que o Bitcoin é incrivelmente importante", destacou.

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