Embora muito criticada por ambientalistas que alegam que o Bitcoin não tem uma 'pegada verde' e o alto consumo de energia envolvido no processo de mineração seja, segundo argumenta, prejudicial ao meio ambiente um estudo da International Energy Agency (IEA, ou Agência Internacional de Energia), destacou que o processo de mineração de criptomoedas consome menos até 10 vezes menos energia que o armazenamento em nuvem.

Tecnologias de informação e comunicação seriam responsável por até 10% do consumo global de energia enquanto os data centers por sua vez ficam com 1% do total. Já a mineração de Bitcoin estaria estimada em 0,1%  do consumo da energia do mundo. Contudo, boa parte da mineração mundial de Bitcoin ocorreria por meio do uso de energia renováveis como hidrelétricas, segundo um estudo da CoinShares que identificou que 74% da mineração de bitcoin é feita com energia renovável.

Segundo o estudo, desta forma, a mineração de Bitcoin seria a mais 'verde' do mundo pois seria a indústria com maior fonte de energia renovável do planeja.

Em um outro estudo realizado por Susanne Köhler e Massimo Pizzol, ambos da Universidade de Aalborg, na Dinamarca, toda a cadeia de produção da indústria de mineração de Bitcoin, desde os estágios de fabricação de ASIC até o processo de mineração em si, seria responsável por consumir 31,3 terawatt-horas de eletricidade e geraram 17,3 megatoneladas de equivalentes de dióxido de carbono. Valor que seria muito menor do que a 'pegada de carbono' da indústria de cloud.

Além disso, segundo especialistas, a tendência é que o consumo de energia da mineração de Bitcoin caia ainda mais ao longo dos anos, na medida em que a dificuldade de mineração sobe e equipamentos mais antigos, e com alto consumo de energia, sejam desligados e substituídos por novos, como é o caso do S19 da Bitcoin que chega a minerar mais de 100 Th/s com praticamente o mesmo consumo de energia de um S9 que chega, no máximo a 14 Th/s.

Como noticiou o Cointelegraph, uma usina de energia de Nova York recorreu à mineração de Bitcoin em uma tentativa bem-sucedida para aumentar sua lucratividade. Uma usina na região de Finger Lakes, em Nova York, agora extrai cerca de US$ 50.000 em Bitcoin (BTC) por dia usando a eletricidade que produz.

A Atlas Holding, empresa de private equity que possui a instalação, instalou 7.000 máquinas de mineração na usina de 65.000 metros quadrados da Greenidge Generation em Dresden, Nova York. A empresa apontou que, uma vez que produz sozinha a energia consumida pelas máquinas, a operação de mineração é de custo extremamente baixo.

Confira mais notícias

Brasileira é selecionada pela ONU por desenvolver solução em blockchain voltada a biodiversidade

Urgente: Atlas Quantum demite quase metade do corpo diretivo da empresa

Novo malware de mineração de cripto voltado para o Linux combina capacidades de esconder e atualizar

Faça parte da equipe: Cointelegraph busca jornalista para integrar equipe da redação no Brasil