A exchange Mercado Bitcoin anunciou que firmou parceria com inédita com a Stellar Development Foundation (SDF), responsável pela criptomoeda Stellar, para desenvolver um dos nove projetos selecionados para o LIFT Challenge Real Digital, que prevê a construção de um MVP para casos de uso do Real Digital.
Com o anuncio da integração da Stellar o SDF irá se juntar ao consórcio criado pelo Mercado Bitcoin para o desenvolvimento de soluções para o Real Digital e que conta também com o CPQD e a ClearSale.
"Estamos em um consórcio de empresas que tem estrutura e ambição para construir soluções robustas para o mercado financeiro por meio da tecnologia blockchain. A utilização da rede Stellar nos permitirá entregar um case completo para avaliação do Banco Central", disse Reinaldo Rabelo, CEO do Mercado Bitcoin.
Segundo o comunicado, o Mercado Bitcoin selecionou a rede Stellar devido à velocidade, eficiência e segurança do protocolo. Recentemente o MB também anunciou a listagem da USDC na rede Stellar.
"A rede da Stellar está preparada para apoiar o Mercado Bitcoin e o Banco Central do Brasil enquanto exploram casos de uso para o futuro do Real Digital. A Stellar foi projetada para emissão de ativos e suas ferramentas de conformidade integradas dão ao Mercado Bitcoin uma base sólida para desenvolver uma solução com os recursos que o Bacen espera ver.”, declarou Denelle Dixon, CEO da Stellar Development Foundation.
Além do consórico criado pelo Mercado Bitcoin, entre as empresas de criptomoedas selecionadas pelo Banco Central do Brasil para desenvolver casos de uso para o Real Digital estão o protocolo de DeFi Aave e a ConsenSys em parceria com a Visa e Microsoft.
Todo os projetos devem ser apresentados e desenvolvidos pelas empresas selecionadas ainda em 2022.
Real Digital será lançado em 2022
Em abril deste ano o presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, anunciou que o Real Digital será lançado ainda em 2022, provavelmente no segundo semestre do ano. No entanto este lançamento será ainda uma versão piloto e não estará disponível para toda a população do país.
Ainda segundo o presidente, a CBDC nacional, será uma versão digital da moeda nacional o REAL e, portanto terá seu valor com base no STR (Sistema de Transferência de Reservas).
“A gente tem o STR, um sistema que liquida todos os ativos e tem como garantia o Real. Então a gente vai ter como se fosse um sistema em cima desse, um STR digital, onde vai ser garantido pela moeda digital, o Real Digital, e os bancos vão conseguir emitir stablecoins em cima dos seus depósitos”, explicou Campos Neto.
Ainda segundo Campos Neto entre os objetivos do Real Digital está habilitar contratos inteligentes e finanças descentralizadas na plataforma de CBDC do Banco Central.
"A iniciativa do Real Digital é uma resposta ao rápido progresso de transformação digital e à demanda da sociedade por meios nativos de liquidação em um novo ambiente. Avançamos muito desde a criação do grupo de trabalho sobre moedas digitais em 2020 e a cada passo dado amadurecemos as condições para que importantes ganhos de eficiência possam ser concretizados", afirmou no ano passado Campos Neto.
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