O mercado de criptomoedas recuperava parcialmente as perdas do fim de semana, embora recuado a um market cap de US$ 2,44 trilhões (+5,2%) na manhã desta segunda-feira (15), quando o Bitcoin (BTC) era trocado de mãos por volta de US$ 66,5 mil (+3%) com 54,5% de dominância de mercado, índice ganância a 65% e algumas altcoins avançadas em até três dígitos percentuais.

O desempenho dos preços acontecia em um contexto geopolítico adverso ao Venture Capital (VC), capital de risco, ao qual as criptomoedas são associadas. Isso porque o Irã cumpriu as ameaças que vinha fazendo nos últimos dias e lançou cerca de 170 drones e mais de 120 mísseis balísticos contra Israel no último sábado (13), a maioria deles interceptados pelo sistema de defesa israelense e forças aliadas. 

A ofensiva marcou a retaliação iraniana a um ataque atribuído a Israel contra um complexo diplomático no começo desse mês em Damasco, na Síria, que matou sete iranianos, incluindo dois generais. O bombardeio foi percebido imediatamente no preço do Bitcoin, que despencou cerca de 8,5% pouco depois do ataque, enquanto o dólar americano chegou a ser negociado por R$ 5,45.

Em linhas gerais, pode-se dizer que a ameaça de um ataque iraniano intensificada durante a semana passada se juntou a outros fatores desfavoráveis ao capital de risco e ao mercado acionário. Entre eles a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês), que apontou resiliência da inflação nos EUA em março, segundo dados divulgados pelo Departamento do Trabalho na última quarta-feira (10).

Ainda no terreno retrátil, o JPMorgan relatou alta de 6% nos lucros no primeiro trimestre desse ano, mas as ações do banco caíram 6,47% com a previsão de receita líquida abaixo do esperado. Resultado que ajudou a jogar no vermelho índices acionários como o S&P 500 e o Nasdaq, encerrados em 5.123,41 (-1,46%) e 16.175,09 pontos (-1,62%), respectivamente.

Apesar da possível aprovação do primeiro lote de fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) de Bitcoin à vista (spot) em Hong Kong, os produtos desse segmento voltaram a amargar saídas líquidas no encerramento da última sexta-feira (12), em um volume de US$ 55,02 milhões, segundo dados da plataforma SoSoValue.

No campo positivo das principais altcoins em capitalização de mercado, o SUI orbitava US$ 1,27 (+9,9%), o UNI era trocado de mãos por US$ 7,87 (+9,6%), o DYDX valia US$ 2,27 (+9,2%), o WIF orbitava US$ 3,02 (+8,9%), o CKB era comprado por US$ 0,027 (+8,2%), o FET se comparava a US$ 2,33 (+8,8%), o MATIC se nivelava por US$ 0,74 (+8,1%) e o EGLD correspondia a US$ 42,76 (+8%).

No caso das altas de dois dígitos percentuais, o CORE se transferia por US$ 1,92 (+37,4%), o NEO representava US$ 22,49 (+30,6%), o PENDLE estava avaliado em US$ 6,78 (+21,3%), o ONT era vendido por US$ 0,35 (+26,5%)

Chamava a atenção o desempenho da memecoin Cat in a dogs world (MEW), precificado em torno de US$ 0,0054 (+85%) com um pico de preço pouco acima de 100% nas últimas horas.

Gráfico de 24 horas do par MEW/USD. Fonte: CoinMarketCap

A alta da memecoin coincidia com o anúncio de listagem do MEW pela exchange de criptomoedas OKX nessa segunda-feira junto com outra memecoin, o dogwifhat (WIF). Entre outras listagens em exchanges de criptomoedas estavam ROOST na Bitget; BICS na BitMart e OMNI na KuCoin.

No final da última semana, uma nova criptomoeda com airdrop de 3.500.000 de tokens na Binance agitou o mercado enquanto o Bitcoin recuperava US$ 70 mil, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.