Assim como adiantou o Cointelegraph, o Governo Lula saiu em defesa do Drex buscando evitar que a moeda digital do Banco Central não sofra o mesmo fracasso de comunicação ocorrido com o "Pix de R$ 5 mil", monitoramento das operações acima de R$ 5 mil que seria realizada pela Receita Federal nas instituições de pagamento.

As iniciativas do governo começaram com uma publicação no portal oficial da Secretaria de Comunicação Social, destacando que é falsa as informações de que o Drex irá substituir o dinheiro em espécie.

"A emissão de papel moeda se dá por diversas necessidades e hábitos da população. A versão inicial do Real Digital será uma opção adicional ao uso de cédulas, mas – por ter foco no uso online – seu impacto sobre a demanda por papel-moeda não deve ser relevante", destacou o governo.

Segundo o governo, também é falso que o BC esteja criando o DREX para monitorar as transações financeiras das pessoas.

"Em desenvolvimento pelo Banco Central do Brasil desde 2020, o DREX obedece princípios e regras previstos na legislação brasileira, em especial pela Lei do Sigilo Bancário e pela Lei Geral de Proteção a Dados Pessoais.

O Drex, o real em formato digital, será emitido: pelo próprio BC, para transações de atacado (liquidação de transações entre instituições autorizadas); ou pelas instituições autorizadas pelo BC, para transações de varejo com seus clientes", aponta o governo.

Drex

O governo também destacou que o Drex vai permitir que vários tipos de transações financeiras seguras com ativos digitais e contratos inteligentes estejam à sua disposição. Esses serviços financeiros inteligentes serão liquidados pelos bancos dentro da Plataforma Drex do Banco Central (BC), que é um ambiente em desenvolvimento utilizando a tecnologia de registro distribuído (em inglês Distributed Ledger Technology – DLT).

"Para ter acesso à Plataforma Drex, você precisará de um intermediário financeiro autorizado, como um banco. Esse intermediário fará a transferência do seu dinheiro depositado em conta para sua carteira digital do Drex, para que você possa realizar transações com ativos digitais com total segurança", afirma a publicação do governo.

Assim, segundo o governo, o Drex vai democratizar o acesso aos benefícios da economia digital, trazendo mais eficiência e segurança para as transações financeiras.

"Por exemplo, se você for comprar um carro, pode ficar com receio de pagar e o vendedor não passar a propriedade do veículo. Com o Drex, não importa quem vai fazer o primeiro movimento, pois o contrato só será concluído quando ambos acontecerem. Assim, o dinheiro e a propriedade do carro serão transferidos de forma simultânea e condicionada. Se uma das partes falhar, o dinheiro e o carro permanecem com seus respectivos donos", finaliza.

Atualmente o Drex está na segunda fase de testes, com mais de 30 casos de uso sendo testado por diversas instituições financeiras do Brasil. A expectativa do BC é que até o final de 2025 os testes avancem para uma nova fase, possivelmente incluindo uma parcela da população.