A Liqi, uma das principais empresas de tokenização no Brasil, anunciou que via adotar a blockchain que o Banco Central (BC) vem testado dentro do Real Digital, o Hyperledger BESU. O DLT será usado pela Liqi para a emissão de todos os novos tokens lançados pela empresa.
Segundo Daniel Coquieri, co-fundador da Liqi, apesar do BESU ser construído como uma Ethereum Virtual Machine (EVM) ele é uma blockchain privada e deste modo a empresa precisou 'subir' uma rede permissionada própria.
"Conectamos nossa engine de contratos e agora podemos emitir tokens em ETH, Polygon, Gnosis e Besu", revelou o executivo.
Coquieri destacou que o movimento é importante, pois permite a Liqi já estar adaptada para o sistema que pode ser escolhido pelo BC para o ecossistema de tokenização do país. Além disso, permite uma maior interoperabilidade entre outros protocolos EVM.,
"O BC destacou que o atual estágio do Real Digital irá testar a segurança e agilidade do BESU para que ela, eventualmente, seja a blockchain oficial do Real Digital. Isso é muito importante, pois significa que todo o sistema financeiro digital do Brasil, baseado no Real Digital, usará esta plataforma e queremos estar na frente deste processo", afirmou.
Besu
O Hyperledger Besu é uma plataforma de blockchain open-source desenvolvida sob o guarda-chuva do projeto Hyperledger, uma iniciativa da Linux Foundation. Essa plataforma visa facilitar a criação e a manutenção de redes de blockchain corporativas, tanto públicas quanto privadas, com foco em compatibilidade, escalabilidade e segurança.
Besu é uma implementação do Ethereum, o que significa que ele é compatível com as redes Ethereum e pode ser utilizado para desenvolver aplicações descentralizadas (dApps) e contratos inteligentes. A compatibilidade com Ethereum é um grande diferencial do Besu, pois permite que os desenvolvedores aproveitem o vasto ecossistema de ferramentas e bibliotecas Ethereum, bem como a comunidade e a base de conhecimento existentes.
Uma das principais características do Hyperledger Besu é a capacidade de configurar redes privadas e de consórcio, o que o torna adequado para uma ampla gama de aplicações empresariais. Essas redes podem ser personalizadas para atender aos requisitos de privacidade, segurança e desempenho específicos de cada organização.
O Besu oferece suporte a vários algoritmos de consenso, como o Proof of Work (PoW), o Proof of Authority (PoA) e o Istanbul Byzantine Fault Tolerance (IBFT). Isso permite que as organizações selecionem o mecanismo de consenso mais adequado às suas necessidades, garantindo a segurança e a estabilidade da rede.
LEIA MAIS