Resumo da notícia
BRLD nasce lastreada em Tesouro Nacional e focada no mercado institucional
Liqi mira R$ 5 bilhões transacionados com stablecoin em 2026
Itaú, Pátria e Oliveira Trust aparecem entre os sócios da tokenizadora
A Liqi anunciou nesta terça, 27, o lançamento de uma stablecoin própria lastreada em reais, a BRLD. A tokenizadora, uma das principais do país, conta com importantes instituições como sócio, entre elas, o Banco Itaú, Oliveira Trust e Pátria Investimentos.
A empresa destacou ao Cointelegrph Brasil que o lastro da BRLD é representado por títulos públicos federais (Tesouro Nacional), mantido de forma integral e colateralizada, em uma estrutura desenhada para segregar funções e riscos entre governança, custódia do lastro e emissão/integração com usuários.
De acordo com a Liqi a stablecoin (construída em EVM), nasce com dois focos principais: atuar como moeda de liquidação em operações financeiras tokenizadas (com destaque para estruturas do mercado de capitais, como securitização) e como instrumento para gestão de tesouraria corporativa, gerando maior eficiência operacional, especialmente por meio de automação.
O lançamento acontece em um momento de timing regulatório especialmente favorável: com o Banco Central avançando na regulamentação do mercado de ativos virtuais e de stablecoins referenciadas em real, cresce a demanda por soluções que combinem padrão institucional, compliance e transparência, além de estruturas alinhadas às novas regras, incluindo a lógica de lastro em real e/ou títulos públicos federais.”, destaca a Liqi em comunicado.
A BRLD, também terá um mecanismo de divulgação de informações sobre reserva/lastro e tokens em circulação (gerado pela Fact Finance) e nasce integrada ao ecossistema de produtos da própria Liqi (incluindo iniciativas baseadas no protocolo TIDC), ampliando a eficiência de liquidação e a automação de fluxos on-chain.
Segundo dados da empresa, o volume de operações realizadas com o TIDC ultrapassou R$ 1 bilhão no ano de 2025, com 900.000+ recebíveis geridos em blockchain. Além disso, mais de 75 empresas parceiras iniciais da BRLD no lançamento, que já utilizam a infraestrutura da Liqi (securitização e marketplace).
Com a nova stablecoin, a Liqi espera atingir cerca de R$ 5 bilhões transacionados cem 2026
“Estamos lançando a BRLD para resolver dores concretas do mercado, principalmente liquidação e operações financeiras tokenizadas, além de um segundo pilar muito forte de tesouraria corporativa. É infraestrutura institucional: feita para empresas e instituições que precisam de previsibilidade, controle e rastreabilidade”, afirma Daniel Coquieri, CEO da Liqi.
Nova stablecoin no Brasil
A Liqi destaca ainda que no ambiente corporativo, a BRLD busca modernizar a gestão de caixa ao permitir consolidação de recursos em uma única infraestrutura, liquidez diária e operação contínua, 24 horas por dia. A proposta é reduzir fricções bancárias, automatizar conciliações e dar mais previsibilidade aos fluxos financeiros, sem posicionar o instrumento como produto de investimento para o varejo.
No mercado de capitais, a stablecoin atua como moeda de liquidação para operações tokenizadas, permitindo que pagamentos, juros e distribuições sejam executados por regras programáveis em blockchain. Com o conceito de “dinheiro carimbado”, os recursos podem ser usados apenas para as finalidades previstas em contrato, ampliando a transparência, a governança e a segurança das estruturas financeiras digitais.
No lançamento, a stablecoin já entra em produção nos dois casos de uso prioritários: (i) liquidação de operações tokenizadas, com operações já em andamento dentro do ecossistema da Liqi; e (ii) tesouraria corporativa. Na sequência, o foco é ampliar o uso da BRLD como camada de liquidação para outros participantes institucionais do mercado”, reforça a Liqi.
A empresa também indica que, neste primeiro momento, não está posicionando a BRLD como stablecoin de varejo, nem como ativo voltado a listagem ampla em exchanges ou a casos de uso como pagamentos internacionais, frentes que podem ser avaliadas em etapas futuras.
A BRLD será utilizada inicialmente dentro dos dois modelos priorizados no lançamento: liquidação institucional de operações tokenizadas e tesouraria corporativa. A estratégia de entrada reforça o posicionamento de infraestrutura, com foco em aplicações financeiras e integração com parceiros do ecossistema.”, finaliza Coquieri.

