A Liga Ventures, uma das principais aceleradoras de startups no Brasil que conta com apoio de diversas empresas, entre elas, Unilever, Porto Seguro (Oxigênio Aceleradora), BNDES, Colgate-Palmolive, AES Tietê, EMBRAER, Bauducco, TIVIT, Mercedes-Benz, Continental, Grupo Comporte, Leroy Merlin, Brink’s, GPA, Edenred, Unimed, entre outras, anunciou a criação de um mapa das startups do Brasil que unem esporte e blockchain.
"Acreditamos que o esporte é uma poderosa manifestação da grandeza humana e que a tecnologia, sempre que aplicada com ética e para o bem de todos, pode ser um poderoso instrumento de inclusão e desenvolvimento social, disseminação de conhecimento e otimização da vida. Ao unificar como plataforma de atuação e interferência na sociedade a união do esporte com a tecnologia, acreditamos estar contribuindo para todos esses elevados objetivos e benefícios conjuntos dessas tão vitais áreas da atividade humana", destacou a Liga Ventures na publicação.
Segundo a aceleradora, para selecionar as startups de blockchain na área de esportes, o estudo realizado considerou relatórios de alguma das principais fontes de informação do Brasil, como UOL, SportsMedia, Meio & Mensagem, Forbes, PR Newswire, Computerworld, Indústria de Base, O Estado de S. Paulo, Boa Forma, Foot Wear News, Marketing Watch, Varejo S.A., El País, Markets and Markets, Wall Street Journal e outros.
"Para entendermos melhor o cenário e importância das inovações do segmento de esportes, tanto no mercado brasileiro quanto internacionalmente, entrevistamos 23 empreendedores, profissionais e pesquisadores da área. Entre outras questões, buscamos entender como eles interpretam as startups que apresentam soluções e produtos para o setor, as oportunidades geradas, de que forma estão afetando a área e os principais desafios para o futuro.
Na construção do mapa de startups brasileiras em torno do tema Sports Techs foram utilizados alguns processos de análises e validações, com base em informações abertas e complementares disponíveis nos canais, sites e redes sociais das mesmas. Para a inclusão no mapa, se fazia necessário que no momento da análise, a startup apresentasse algum sinal de atividade nos últimos 6 meses, base tecnológica e/ou modelo disruptivo neste mercado. As classificações levaram em consideração como as próprias startups se apresentam para o mercado, novamente em seus canais, site e redes sociais", frisou.
Desta forma, as startups nacionais que trabalham para promover novos produtos para o esporte usando a tecnologia blockchain, foram selecionadas as empresas: Olecoin (que pretende construir um marketplace de jogadores iniciantes tokenizados); a SportcashOne (uma rede social em blockchain voltada ao esporte) e Alster (plataforma de crowdfunding para esportes que usa blockchain).
“Acredito que o estudo é importantíssimo para a indústria do esporte, que ainda interage pouco com as novas soluções tecnológicas e precisa de mais conhecimento sobre inovação para ter mais capacidade de convertê-las em mais dados, informações, conteúdos e novas linhas de receita pouco exploradas ainda; do lado do ecossistema de startups. O estudo também traz a possibilidade de mais engajamento entre as próprias startups, clientes e fornecedores, além de investidores e fundos de venture capital que terão mais condições de incluir sports tech nos seus interesses", destacou Vinicius Golmie, um dos fundadores da Brazil Sports Tech e sócio-fundador e CEO da iSportiistics.