Kik lança campanha de financiamento cripto de US$ 5 milhões para processo contra SEC

A startup canadense de tokenização de mídias sociais Kik lançou uma iniciativa de financiamento de US$ 5 milhões para um processo contra a Securities and Exchange Commission (SEC) dos Estados Unidos, conforme anunciou o CEO da Kik no podcast focado em criptos Unchained, apresentado Laura Shin, em 28 de maio.

Ted Livingston, CEO da Kik e fundador do projeto cripto da Kik, a Kin Foundation (KIN), revelou a formação do fundo DefendCrypto para desafiar legalmente a SEC dos EUA a trazer mais clareza regulatória do grande regulador norte-americano.

Enquando o domínio do fundo, DefendCrypto.org, foi registrado há 25 atrás, a iniciativa foi anunciada em 28 de maio com Patrick Gibbs, parceiro da empresa de advocacia californiana Cooley. O fundo vai usar o serviço de custódia da grande exchange americana e serviço de carteiras Coinbase, como revelado no podcast.

A ação contra a SEC vem depois de uma oferta de moeda inicial (ICO) de US$ 100 milhões da Kik para o token Kin, que foi completada no fim de 2017. A ICO depois atraiu a atenção da SEC, com a reguladora financeira mandando uma notificação à empresa dizendo que o Evento de Distribuição de Tokens (TDE) da Kik violou as leis de valores mobiliários.

Em novembro de 2018, a SEC acabou propondo uma recomendação de uma ação de fiscalização para o ecossistema Kik e Kin, obrigando a entidade a responder no prazo de 30 dias.

Depois disso, em janeiro de 2019, a Kik alertou aos reguladores dos EUA que ela se defenderia da proposta de ação contra a empresa. Na metade de maio, o CEO da Kik Livingston revelou que a Kik havia gastado mais de US$ 5 milhões nas negociações com a SEC sobre o assunto.

Ao iniciar o fundo DefendCrypto, a Livingston pretende resolver o problema regulatório em torno da empresa, assim como encerrar as incertezas regulatórias existentes em torno da indústria cripto. Livingston observou que a incerteza da SEC sobre a indústria dificulta a capacidade de inovadores competirem no cenário global. Ele concluiu:

"Basta, precisamos de clareza, e se a única maneira de obtermos clareza irmos ao tribunal, então vamos fazer isso."

Em maio deste ano, a comissária da SEC Hester Peirce, também conhecida como “crypto mom,” disse que estava preocupada com o fato da indústira de criptomoedas estar sendo prejudicada pela relativa lentidão do processo decisório da SEC.