O fundador da CryptoQuant, Ki Young Ju, recentemente gerou um debate na comunidade cripto ao afirmar que a China atualmente controla 55% da taxa de hash da rede Bitcoin (BTC) — o que ignora um ponto crucial sobre a distribuição de mineradores.
Pools de mineração de Bitcoin como Antpool, F2pool, MARA Pool e Foundry possuem equipes de gestão ou estão sediadas em um país específico. No entanto, os mineradores que contribuem com a taxa de hash para o pool estão geograficamente distribuídos. Isso significa que pools de mineração chineses incluem mineradores de todo o mundo — incluindo os Estados Unidos.
De acordo com uma recente análise da TheMinerMag, dois pools de mineração dos EUA — MARA Pool e USA Foundry Pool — mineraram 33,6% de todos os blocos em agosto de 2024. A taxa de hash proveniente desses pools não reflete os mineradores baseados nos EUA que aderiram a pools de mineração operando em outro país.
Participação de mercado dos pools de mineração de Bitcoin. Fonte: TheMinerMag
Além disso, devido à natureza relativamente opaca da mineração de Bitcoin, tentar localizar a exata distribuição geográfica da taxa de hash é difícil — adicionando um nível de nuance às guerras globais de taxa de hash.
Governo chinês sinaliza mudança na política cripto?
A China implementou uma proibição geral sobre atividades relacionadas a criptomoedas em 2021, mas em julho de 2024, começaram a circular rumores de que a China continental poderia reverter a proibição do Bitcoin — deixando a comunidade cripto dividida sobre a veracidade dos rumores.
Em janeiro de 2024, o governo chinês anunciou um novo marco regulatório de combate à lavagem de dinheiro que entrará em vigor em 2025 e incluirá disposições para combater a lavagem de dinheiro por meio de ativos digitais.
Mais recentemente, a Comissão de Assuntos Legislativos da China considerou revisar uma decisão anterior da Suprema Corte Popular da China para estabelecer métodos de monitoramento de novas tecnologias financeiras em relação à lavagem de dinheiro.
Na época, o porta-voz da Comissão de Assuntos Legislativos, Wang Xiang, explicou que as instituições financeiras também seriam responsáveis por avaliar os novos riscos representados pelas tecnologias emergentes e avaliar novos modelos de negócios que surgem dessas tecnologias incipientes.
O recém-proposto marco regulatório de combate à lavagem de dinheiro também busca colaboração do banco central da China e de outras instituições financeiras para oferecer diretrizes sobre como combater os riscos percebidos de lavagem de dinheiro com tecnologias financeiras emergentes, como criptomoedas e ativos digitais.