A Justiça de São Paulo (SP) decretou a prisão de nove envolvidos no sequestro do empresário de Bitcoin extorquido por policiais, entre eles 8 policiais entre civis e militares e o suposto mandante do crime, o empresário Guilherme Aere dos Santos. As informações são da TV Globo.

Os 9 envolvidos já estariam presos desde a semana passada e haviam pedido liberdade provisória. Na matéria da TV Globo, o advogado do empresário acusado de ser mandante do crime, Carlos Sanseverino, diz achar "estranho" a denúncia ter sido feita depois de tanto tempo (o crime ocorreu em julho) e pede para que seja feita perícia nos celulares dos presos para verificar o grau de relacionamento entre eles.

Em depoimento ao Grupo de Combate ao Crime Organizado nesta segunda-feira (7), o empresário confirmou que policiais civis e da Rota teriam-no mantido sequestrado pelos policiais durante 9 horas dentro de uma delegacia de polícia na Zona Norte de São Paulo, tendo que pagar cerca de R$ 1 milhão aos policiais e ao credor para ser liberado.

Além dos 10 policiais envolvidos, o empresário ainda reuniu dois ex-delegados da Polícia Federal, Leandro Daiello e Edmilson Pereira Bruno, que teriam tentado negociar com Aere e os demais envolvidos uma saída "amigável" para as partes.

Segundo o advogado Rafael Steinfeld, que também representa o empresário, diz que o empresário não quis imediatamente denunciar o caso por medo de represálias, mas depois mudou de ideia.

Aere supostamente cobrava cerca de R$ 18 milhões, que segundo o depoimento do empresário sequestrado estariam sob responsabilidade de duas empresas: o Grupo Bitcoin Banco, que enfrenta diversos processos por não pagar investidores, e a empresa BWA Investimentos, que, como o Cointelegraph Brasil apurou com exclusividade, realizou transações de BTC com o fundador do GBB, Cláudio Oliveira, no ano de 2018.