O Banco Itaú, um dos principais bancos do Brasil, pode seguir o exemplo da Tesla, Mercado Livre e outras empresas, e alocar parte dos recursos de uma das gestoras, a Kinea Investimentos, em Bitcoin (BTC) e criptomoedas, segundo revelou o Infomoney.

De acordo com a publicação, a Kinea, que integra o grupo Itaú, vem estudando o mercado de criptomoedas e pode alocar parte de seus recursos no mercado. Atualmente a gestora possui R$ 56,3 bilhões em ativos.

Ainda segundo a publicação, a decisão de investir em criptomoedas partiu da análise de que os criptoativos são uma nova classe de investimento com desempenho não correlacionado com o mercado tradicional.

A alocação da Kinea pode ser feita destinando parte dos recursos administrados pela corretora em um de seus  quatro fundos multimercados. 

A análise quanto à aplicação em cripto pela empresa vem sendo conduzida por Rodrigo Zobaran e Gustavo Aleixo e deve começar com um pequeno aporte que pode ser ampliado dependendo do movimento da SEC americana com relação à possível aprovação de um ETF de criptomoedas.

“Tem que ficar de olho nos Estados Unidos, principalmente na SEC, que é por onde tramitam essas regulamentações. Se um ETF de criptomoedas passar [for aprovado] seria algo bem bullish [poderia fazer com que o mercado subisse]. Se não passar seria bearish [poderia fazer com que o mercado desvalorizasse]”, afirma Zobaran.

Futuros de Bitcoin

Contudo embora o Itaú seja o controlador da Kinea e também coordenador da oferta de três ETFs de criptoativos na B3, o HASH11, ETEH11 e o BITH11 ambos da Hashdex, a exposição da gestora ao mercado cripto deve ser feita por meio do mercado de futuros de Bitcoin e Ethereum (ETH).

“Essas são as maiores criptomoedas e juntas representam boa parte dos riscos do mercado de criptoativos. Estamos estudando outras, especialmente as mais descentralizadas, mas a liquidez baixa e a falta de veículos para investir nelas fazem com que os riscos, por enquanto, sejam muito altos.”, disse.

No entanto, embora o possível aporte da Kinea no mercado de criptomoedas não seja feito via ETFs ou fundos nacionais, o fato reforça o amadurecimento das criptomoedas no mercado institucional nacional.

Recentemente a gestora Verde Assets Management, comprou de cerca de R$ 126 milhões em cotas do ETF de criptomoedas da Hashdex, o HASH11, que é um dos ETFs mais negociados na Bolsa de Valores do Brasil, a B3.

A aquisição das cotas integra um dos fundos multimercado da empresa, o Verde Master Multimercado. O valor da aquisição representa cerca de 0,52% do total do fundo.

Quem também revelou ter cotas do HASH11 foi a gestora O3 Capital, do empresário Abílio Diniz.

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