O valor de uma criptomoeda é tão seguro quanto sua rede, afinal as criptomoedas só existem e funcionam em rede. No contexto do Bitcoin, essa segurança se traduz em transações validadas e verificáveis de verdade nos nós que operam em sua rede.
Porém, validar transações em cada nó no Bitcoin é uma atividade que consome muito tempo e recursos. A desvantagem dessa abordagem ficou bastante clara no ano passado, quando o número de transações na blockchain do Bitcoin se multiplicou e entupiu sua rede, levando a atrasos no processamento de transações.
Portanto, o gap na rede foi ocasionado pela falta de nós disponíveis; quanto menos nós, mais caras e demoradas são as transações do Bitcoin. Esse gap é um dos principais motivos para o Bitcoin não ser usado como meio de pagamento instantâneo.
As vantagens de operar uma máquina de mineração surgem na forma de recompensas por moedas e lucros subsequentes, quando seu valor aumenta. Embora não haja recompensas monetárias, a execução de um nó Bitcoin completo traz seus próprios benefícios intangíveis.
Por exemplo, aumenta a segurança das transações realizadas por um usuário. Também contribui para a segurança geral da rede do Bitcoin. Ao baixar todas as transações, um nó completo sempre terá as melhores e mais recentes informações relacionadas às informações sobre a blockchain do Bitcoin.
Dito isto, quantos são os nós de Bitcoins rodando full-time no Brasil? E qual nossa importância no mapa mundial dos nós do Bitcoin?
Quantos nós estão rodando no Brasil?
O Brasil roda somente 39 nós de Bitcoin em full-time em toda a rede mundial que integra o ecossistema do Bitcoin. Parece pouco e é, perto do volume de negócios diários realizados no Brasil.
De acordo com Cointradermonitor, nas últimas 24h foram negociados 1.045,57 BTC, algo em torno de R$ 50.654.000. Será que nossa escassez de nós está intimamente ligada com a nossa quantidade de negócios realizados na exchanges nacionais.
Os dados da própria Cointradermonitor dizem que sim. Vejamos o gráfico abaixo:
Imagem: Cointradermonitor
Os dados nos mostram que nossa performance em termos de volume de negócios realizados no Brasil está em declínio, desde junho.
De abril a junho de 2020, foram negociados 100.144 Bitcoins no Brasil.
Ou seja, de um ano para outro, comparando períodos semelhantes, o mercado nacional encolheu 22%, de acordo com os dados coletados pela Cointradermonitor. Em próximo artigo abordaremos mais detalhadamente a queda desse volume nas exchanges nacionais.
Portanto essa retração também se manifesta na quantidade de nós disponíveis no Brasil e diminui nossa influência na rede mundial do Bitcoin.
Imagem: Bitnodes
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