Pesquisadores da Check Point Research identificaram um ataque recente a um grande mercado ilegal dedicado à venda de vacinas contra o coronavírus na Deep Web.
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Como noticiou o Cointelegraph Brasil, desde o início de 2021 uma série de anúncios invadiu mercados digitais ilegais oferecendo vacinas contra a COVID-19 em troca de pagamentos em Bitcoin. No Brasil, a Polícia Federal investiga se um grupo de empresários não comprou vacinas ilegalmente para furar a fila do plano federal de vacinação.
O ataque cibernético afetou todo o mercado clandestino digital, que saiu do ar em 23 de março. Segundo um relatório de 25 de março, um hacker criou uma série de pedidos falsos que eram imediatamente cancelados através de uma conta de vendedor, gerando uma série de reembolsos.
Com o método, o atacante ganhou 13 Bitcoins, ou US$ 752 mil, e derrubou o site, agora sem previsão de retorno.
Segundo o portal InforChannel, porém, não é o fim da venda ilegal de itens relacionados ao combate contra o coronavírus. Mesmo com o site fora do ar, um fórum de hacking também oferece produtos ilegais como certificados de vacinação falsos e vacinas.
O Check Point Research também diz que monitora outros mercados clandestinos e acompanha se o mercado desativado permanece suspenso ou se retoma suas atividades.
A pandemia de coronavírus explodiu em março de 2020 e um ano depois já matou mais de 340 mil pessoas só no Brasil, país com o maior número de mortes diárias do mundo de longe, chegando a quase 4.000 na última quarta-feira, enquanto o segundo colocado global não passa de 600 mortes.
O ritmo de vacinação no Brasil também é lento, assim como o de combate à doença. Com número de casos em queda no resto do mundo e vacinação acelerada, o Brasil ainda não conseguiu vacinar nem 10% de sua população e o Ministério da Saúde não tem cumprido nem seu planejamento de duas semanas: para abril, o país deve ter metade das vacinas previstas há 15 dias.
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