Pessoas mortas podem 'reviver' em robô personalizado pela brasileira Umbô
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A brasileira Umbô anunciou que permite a customização de Robôs, da linha Android Robo-C, fabricados pela empresa Promobot. Os robôs podem ser personalizados com o rosto de qualquer ser humano, vivo ou morto, real ou imaginário, segundo um comunicado de imprensa compartilhado com o Cointelegraph.

Segundo a empresa, o Android Robo-C pode ser tanto um robô companheiro, como também ser um atendente integrável em vários processos de negócios que exigem atendimento das pessoas nos locais físicos. O robô podem inclusive mover seus olhos, sobrancelhas, lábios e outros "músculos", totalizando mais de 600 expressões faciais que permitem ao robô imitar a aparência humana.

"Estamos abrindo um enorme mercado em serviços, educação e entretenimento. Imagine uma réplica de Michael Jordan vendendo uniformes de basquete ou William Shakespeare lendo seus próprios textos em um museu? Podemos construir um modelo linguístico baseado nas frases populares de uma pessoa em particular - o robô se comunica e responde a perguntas analisando expressões frequentes do "original" e usando um certo contexto de conhecimento dessa pessoa", disse Aleksei Iuzhakov, Presidente do Conselho de Administração da Promobot.

Ainda de acordo com o comunicado, a empresa acredita que um robô como esse é capaz de remover a barreira na interação homem-máquina e substituir vários funcionários em locais lotados - correios, bancos e instituições municipais.

Robo-C ao lado de seu criador Aleksei Iuzhakov

Robo-C ao lado de Aleksei Iuzhakov que foi o modelo para seu rosto.

Para o engenheiro Manuj Aggarwal, cada vez mais robôs vão interagir entre si usando a tecnologia blockchain. Desta forma, modelos como o Android C, poderiam trocar informações com outros dispositivos que não necessariamente compartilham do mesmo software.

"O esquema de chaves em blockchain pode impulsionar a comunicação entre robôs, as chaves públicas podem ser compartilhadas entre robôs que desejam se comunicar. Portanto, na rede, qualquer robô pode enviar informações para um robô específico e apenas um robô que possua uma chave privada correspondente poderá ler a mensagem. Portanto, não há risco envolvido, mesmo que caia nas mãos erradas, pois a mensagem não pode ser descriptografada usando uma chave pública. Além disso, evita o risco de descriptografia de informações por robôs de terceiros, mesmo que eles possam compartilhar o mesmo canal de comunicação", disse.

Ainda segundo ele o poder da tecnologia blockchain é enorme para viabilizar a interação entre estas 'máquinas'.

"Em poucas palavras, o poder da tecnologia blockchain pode aumentar a flexibilidade dos robôs sem aumentar a complexidade da robótica. Essa tecnologia fornece uma infraestrutura inovadora para a robótica e para a robótica de enxame, a fim de garantir que ela esteja em conformidade com a segurança e com os regulamentos legais, uma vez que a robótica está sendo cada vez mais integrada em vários campos em todos os setores", finaliza.

Como noticiou o Cointelegraph, o Biólogo brasileiro Alysson Mutri, que chefia um laboratório na Universidade da Califórnia, em São Diego (USDC), desenvolveu organóides que foram cultivados em laboratório a partir de células-tronco e que foram inseridos em um robô.

No entanto, para surpresa de todos os pesquisadores, eles iniciaram uma atividade cerebral própria e estão "se replicando como loucos".

Parece ficção mas não é. No projeto, “mini-cérebros”, são desenvolvidos em laboratório e enviados até a Estação Espacial Internacional (ISS), ou seja, eles vão para o espaço e são implantados em pequenos robôs-aranha que são usados para estudar a atividade cerebral.

Durante os estudos Mutri descobriu que, ao contrário do que pregavam grande parte dos cientistas, estes 'organismos' desenvolveram capacidade similar ao de um cérebro humano