O ex-presidente do Banco Central do Brasil nos dois mandatos anteriores do presidente Lula, entre 2003 e 2011, Henrique Meirelles, demonstrou otimismo em relação ao Real Digital, moeda digital emitida pelo banco central (CBDC, na sigla em inglês). Esta semana, Meirelles, que também foi ministro da Fazenda do governo de Michel Temer, entre 2016 e 2018, declarou que o Real Digital representa o protagonismo brasileiro em termos de inovação financeira e que é importante o país se preparar “para essa grande mudança”, de acordo com o que publicou o Valor.
Henrique Meirelles vai realizar a palestra de abertura da primeira edição do Digital Finance Brasil (DigiFi Brasil), no Blockchain SP + SciBiz, em parceria com a Ethereum Brasil e a Universidade São Paulo que será realizado no Campus da USP nos dias 22 e 23 de junho. 
Meirelles, que é um dos conselheiros do governo na área econômica e participa de debates sobre a economia latino-americana e mundial, além de defender a integração econômica na América Latina e o fortalecimento das instituições financeiras regionais, como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), disse ainda que o maior desafio dos reguladores é acompanhar o ritmo da inovação. 
Ele também elogiou a postura dos reguladores nacionais e os laboratórios de pesquisa no âmbito do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e exaltou a importância das startups que atuam no ecossistema de inovação financeira que eventualmente podem passar despercebidas pelas autoridades reguladoras apesar das boas práticas de governança, uma vez que “são milhares de desenvolvedores e empreendedores criando novas soluções em todo o mundo.”
Em relação ao Digital Finance Brasil, o evento vai promover uma discussão profunda sobre o Real Digital e CBDCs, além de abordar os aspectos que envolvem a adoção das soluções baseadas na tecnologia blockchain nas arquiteturas financeiras e meios de pagamento digitais reunindo bancos, fintechs, Banco Central, CVM, gateways de pagamento, blockchains e aplicativos descentralizados para discutir inovações em Ativos Digitais, Pagamentos e Moedas. Um fórum inclusivo projetado para facilitar conversas sobre o futuro das finanças no Brasil e seu impacto global.
“O debate é fundamental para o desenvolvimento e evolução das Finanças Digitais. Este evento tem um papel fundamental neste debate e tenho grande satisfação de participar do mesmo”, acrescentou Meirelles.
Segundo o CEO e idealizador do Blockchain Festival, Francisco Carvalho, a participação de Meirelles no DigiFi reforça o compromisso do evento em reunir os principais nomes do mercado para discutir a implementação do Real Digital, que  deve ser disponibilizada ao público até o final de 2024.
“O Henrique Meirelles é um dos conselheiros do governo na área econômica e participa de debates sobre a economia latino-americana e mundial, além de defender a integração econômica na América Latina e o fortalecimento das instituições financeiras regionais, como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Por tudo isso, é um nome muito importante para aprofundar o debate sobre o tema e, ainda, alertar sobre a necessidade de reformas estruturais que visam garantir a estabilidade econômica”, declarou. 
Maior convenção sobre blockchain da América Latina, com 14 eventos paralelos, entre eles o Digital Finance Brasil, o Blockchain SP + SciBiz acontece entre os dias 20 e 23 de junho, em parceria com o SciBiz, no Campus da USP. O evento será um grande hub de negócios, palestras que variam de noções básicas a mergulhos setoriais profundos nas implicações globais dessa tecnologia emergente e painéis, e irá promover inúmeros eventos dedicados à tecnologia, ciência, negócios, educação, inovação e ativos digitais onde grandes empresas, acadêmicos e autoridades se reunirão para vivenciar o futuro das transações financeiras - da revolução  Blockchain ao Real Digital – e compartilhar conhecimento, criar soluções e gerar oportunidades de negócios.
Além de Henrique Meirelles, o evento vai reunir nomes como Rodrigoh Henriques, diretor de inovação da Fenasbac; João Paulo Aragão Pereira, especialista sênior em tecnologia e inovação da Microsoft - que recentemente apresentou uma tecnologia para liquidação de ativos tokenizados que visa criar uma ponte entre o Real Digital e redes blockchain externas fora do controle do Banco Central, como o Ethereum (ETH); Rafael Bianchini, coordenador de regulação de riscos financeiros de Infraestruturas do Mercado Financeiro do Banco Central do Brasil; Evelyne Yao, especialista em Estratégia e Inovação do Banco B.V.; Daniel Maeda; Superintendente de Supervisão de Investidores Institucionais da CVM; Andre Portilho, Head de Ativos Digitais do BTG Pactual; entre outros.
No final de maio, o presidente do Banco Central Roberto Campos Neto sinalizou que o Real Digital pode não permanecer com esse nome após o lançamento da CBDC, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.