Após sete dias de forte volatilidade, que, apesar das oscilações, testemunharam o preço do Bitcoin abrir e fechar a semana em torno de US$ 62.800, os touros parecem ter despertado, impulsionando a criptomoeda acima da resistência de US$ 65.000.
Em alta de 5,2% nas últimas 24 horas, o par BTC/USD está cotado em torno dos US$ 66.000 no começo da noite desta segunda-feira, 14 de outubro, de acordo com dados da CoinGecko.
À medida que o Bitcoin rompeu os US$ 65.000, mais de US$ 57 milhões em posições vendidas de Bitcoin (BTC) foram liquidadas, de acordo com dados da CoinGlass, fortalecendo o impulso de alta.
No cenário macroeconômico, tanto o Índice de Preços ao Produtor dos EUA (PPI) quanto o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) divulgados na semana passada vieram acima das expectativas do mercado.
Apesar dos dados inflacionários contraditórios nos EUA, o mercado ainda aposta em um corte de 0,25% na próxima reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), em 7 de novembro, de acordo com dados da FedWatch Tool.
A China, por sua vez, anunciou um pacote de estímulos para injetar liquidez no mercado doméstico numa tentativa de reaquecer sua economia interna, influenciando positivamente a ação de preço do Bitcoin no início desta semana.
Enquanto isso, o índice do dólar (DXY), que mede a força da moeda norte-americana em relação a uma cesta de moedas fortes, teve seu movimento ascendente interrompido na resistência de 103 pontos.
Analistas acreditam que o dólar pode ter alcançado seu topo local e enfrentará um período de correção que tende a favorecer a continuação da alta dos ativos de risco.
Análise do preço do Bitcoin
Diego Pohl, analista da Crypto Investidor, sustenta que o Bitcoin está seguindo o roteiro previsto para buscar novas máximas históricas no curto prazo – possivelmente na segunda metade de outubro:
"Após testar e manter o suporte na região dos US$ 59.000, o Bitcoin está muito próximo de confirmar um movimento de alta que poderá elevar o preço rapidamente à região dos US$ 86.000, em caso de confirmação do rompimento da resistência atual, juntamente com o pivô de alta."
Para isso, pontua, Pohl, é fundamental "a confirmação do rompimento da resistência atual, juntamente com o pivô de alta", e a sustentação do suporte em US$ 59.000.
O rompimento da resistência em torno de US$ 66.000 posiciona o Bitcoin para buscar novas máximas acima dos US$ 100.000 em curto e médio prazo:
"O Bitcoin, terá como próximos alvos de onda 3 a região entre US$ 86.000 e US$ 94.000, em um movimento que poderá se estender até a região entre US$ 100.000 e US$ 150.000 como alvos de onda 5", afirmou Pohl, conforme delineado no gráfico abaixo.
Gráfico de 4 horas anotado BTC/USDT (Binance). Fonte: Crypto Investidor
Conforme noticiou o Cointelegraph Brasil recentemente, a resistência que mantém o Bitcoin abaixo dos US$ 65.000 vem enfraquecendo desde as tentativas de rompimento frustradas de agosto.
"No passado, as máximas de agosto geraram uma retração de -18%”, escreveu o trader anônimo RektCapital em uma postagem publicada no X nesta segunda-feira, 14 de outubro. "Há duas semanas, elas resultaram em uma retração de apenas -8,5%", observou.