A GrowthTech, startup brasileira que trabalha com soluções em blockchain e a RKM Engenharia, construtora de imóveis residenciais de alta renda em Belo Horizonte e Nova Lima (MG), registraram dois contratos de compra e venda de apartamentos entre a construtora e seus clientes.

Assim, segundo comunicado encaminhado pelo Cointelegraph, os contratos dos imóveis, estimados em R$ 1,5 milhões cada, foram registrado em blockchain entre as partes.

“O registro no Blockchain permite uma relação mais transparente entre todas as partes, desde o comprador, até as securitizadoras, que passam a ter a garantia de que todos os compromissos de compra e venda de fato existem”, explica Hugo Pierre, fundador da GrowthTech.

Blockchain

Pierre explica que todo o processo foi realizado através de um aplicativo para celular.

“Assim, a assinatura e registro foram concluídas e registradas rapidamente e com eficiência e segurança”, reforça.

O empresário explica ainda que para o sistema funcionar, todas as partes envolvidas terão identidades digitais criadas na plataforma.

Com isso, é possível validar dados cadastrais e biométricos faciais junto às bases de dados oficiais do governo.

“Há também uma ‘prova de vida’ e isso garante a legitimidade da transação e do registro”, explica Hugo.

Tecnologia

Para a RKM, este movimento representa uma mudança na maneira como a empresa vai fazer seus novos lançamentos.

“Em novembro teremos o lançamento de um novo empreendimento em Nova Lima e vamos registrar todos os contratos deste novo empreendimento no Blockchain”, afirma Rodrigo Junqueira, Diretor Financeiro da  RKM Engenharia que, segundo o diretor, está avançando no processo de digitização do negócio.

 

No entanto, embora o contrato tenha sido realizado usando blockchain, no Brasil a compra e venda de imoveis ainda precisa ser formalizada em cartorio que também pode utilizar a tecnologia por meio de plataformas como a da GrowthTech, e-Notoriado e OriginalMy.

Impulsionado pela pandemia, o processo de digitização dos negócios já é uma realidade para líderes do setor industrial, segundo estudo recente da PwC Brasil, que entrevistou mais de 2 mil empresas em 26 países, sendo 32 delas nacionais.

A expectativa é que 5% da receita anual das maiores empresas ouvidas, o que corresponde a US$ 907 bi até 2020, seja investido na digitização de funções essenciais das cadeias vertical e horizontal.

No Brasil, a expectativa é que o percentual de empresas que se classificam como avançadas em níveis de digitização e que apostam em um avanço acelerado nessa área nos próximos anos, passe de 9% para 72%, até 2020.

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