Embora a gigante global de jogos Nintendo tenha firmado posição em não migrar para o metaverso, por enquanto, o ex-presidente da divisão americana da empresa, Reggie Fils-Aimé, utilizou a edição Animal Crossing do New Nintendo Switch como exemplo de um novo conceito defendido por ele: o play-to-own (jogar para possuir). Reggie Fils-Aimé participou de um painel no festival SXSW em Austin, Texas, no final de abril.
O conceito defendido por ele se fundamenta na ideia de construção de patrimônio nas plataformas de jogos blockchain, o que vai além da aquisição de tokens não fungíveis (NFTs), por exemplo.
Referindo-se à possibilidade de integração da blockchain na edição Animal Crossing do New Nintendo Switch, o professor da Cornell University disse que:
Então, acredito na blockchain, acho que é uma tecnologia realmente atraente. Também acredito no conceito de "jogar para possuir" dentro dos videogames, e digo isso como um jogador. Posso ter investido 50 horas, 100 horas ou 300 horas em um jogo, e quando estiver pronto para passar para outra coisa, não seria ótimo monetizar o que construí? Aposto que teria alguns compradores aqui hoje se eu quisesse vender minha ilha Animal Crossing da versão mais recente do Nintendo Switch; gostaria de poder monetizar isso. A tecnologia Blockchain incorporada no código me permitiria fazer isso, justificou.
Embora não haja implementação da blockchain pela Nintendo, a compra e venda de itens do jogo já existe entre membros da comunidade do Animal Crossing, além de sites que facilitam conexão e negociação entre os jogadores.
O que parece estar longe da proposta de Reggie, que saiu em defesa do uso ponderado e totalmente amigável das plataformas de jogos blockchain em relação aos seus usuários:
Agora eu falo no contexto de que 'isso precisa fazer sentido para o jogador'. Não pode ser apenas uma abordagem do desenvolvedor que é interessante ou é uma maneira para eles como uma entidade de desenvolvimento ganhar mais dinheiro. No final, tem que ser bom para o jogador, mas vejo uma oportunidade.
O posicionamento do ex-CEO da Nintendo vai de encontro ao que defendeu a CEO da Sp4ce Heloísa Passos, que é a criadora da maior comunidade de jogos play-to-earn do Brasil. Segundo ela, os jogos play-to-earn (P2E) se direcionaram para os investidores de criptomoedas em detrimento dos jogadores tradicionais, realidade que deve mudar nos próximos anos com o crescimento dos jogos play-and-earn (jogar e ganhar), conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.
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