A plataforma brasileira de créditos de carbono tokenizados MOSS, que na semana passada foi anunciada como patrocinadora do campeão brasileiro Flamengo, anunciou uma parceria para "limpar" fundos de Bitcoin e criptomoedas com uma "pegada verde", ou seja, compensando a pegada de carbono.
A plataforma brasileira uniu-se a um dos maiores fundos de hedge de criptomoedas dos EUA, a One River Asset Management, e vai vender dois tokens MCO2 para cada Bitcoin dos fundos da gestora. Cada MCO2 representa a compensação de uma tonelada de CO2.
A One River é uma das maiores gestoras cripto do mundo, fundada em 2013 por Eric Peters. O fundo comprou US$ 600 milhões em criptoativos, especialmente BTC e ETH, no ano passado e tem planos de elevar sua carteira para US$ 1 bilhão em 2021.
Luis Felipe Adaime, CEO da Moss, disse ao Globo:
"A One River é a primeira gestora de recursos a compensar a pegada de carbono dos bitcoins na carteira. Acreditamos que essa decisão possa representar uma solução para outras casas que criticam a aplicação em Bitcoin por causa da pegada de carbono."
A iniciativa pode marcar um ponto de virada em grandes gestoras de investimentos em criptoativos, já que o impacto ambiental do criptomercado ganhou as manchetes e passou a ganhar peso político desde o ano passado, especialmente com o crescimento deste mercado.
O conselho do Flamengo aprovou na última sexta-feira o patrocínio da MOSS para o clube, que vai custar R$ 3,5 milhões à empresa cripto para estampar os meiões do uniforme de jogo do clube.
A MOSS já tem o token MCO2 listado na exchange Mercado Bitcoin, a maior da América Latina, negociado nesta sexta-feira a R$ 90,30. Luis Adaime disse recentemente que a MOSS espera que o token valorize até 550% nos próximos anos.
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