Polícia Federal prende hackers brasileiros que vendiam dados e pediam pagamentos em Bitcoin

A Polícia Federal do Brasil realizou uma ação de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul e Ceará como parte da operação "Singular", segundo comunicado oficial da PF publicado no dia 04 de junho.

De acordo com a publicação, por meio de modernas técnicas de investigação digital no ambiente da deepweb, desenvolvidas pela PF, chegou-se a uma organização criminosa com abrangência nacional, integrada por inúmeras pessoas, das quais sete foram identificadas como seus líderes. Foram cumpridos 5 mandados de busca e apreensão e 5 de prisão preventiva e um dos investigados, permanece foragido.

Segundo a investigação, o principal crime pelos investigados estaria relacionada a fraude bancária eletrônica, com o roubo de dados de cartões de crédito e sua posterior revenda. Foi identificado que um dos hackers da quadrilha invadiu o sistema informático de uma grande empresa responsável pela elaboração de concursos e cobrava valores em criptomoedas para aprovar candidatos que conseguissem chegar à segunda fase do certame.

Ainda de acordo com a polícia, o crime de formação de organização criminosa prevê pena de 3 a 8 anos de reclusão. já o furto de cartões de crédito prevê de 2 a 8 anos de prisão. Por fim, o crime de invasão de dispositivo informático, pena de 1 a 4 anos. Os delitos investigados são art. 2º da Lei n. 12.850/13, arts. 154 A, 155, §2, II e 311 A, do CP.

Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil informou que vem, desde setembro de 2018, colaborando com a Polícia Federal na investigação. A OAB já solicitou informações da PF sobre os autos e resultados da operação que identificou ataque cibernético ao sistema da Fundação Getúlio Vargas, empresa contratada para a aplicação do Exame de Ordem, e está junto acompanhando as investigações e colaborando com mais informações.

O Cointelegraph noticou recentemente que a polícia vem investigando um suposto ataque que teria afetado algumas plataformas do Grupo Bitcoin Banco culminando em um prejuízo de R$ 50 milhões.