A Justiça de São Paulo autorizou um bloqueio bancário em contas de empresas vinculadas ao Grupo Bitcoin Banco. No total, segundo a decisão R$ 726.630,27 foram autorizados pelo juiz a serem congelados a nível de 'tutela de urgência", conforme o Cointelegraph, noticiou em 05 de junho.

O Grupo Bitcoin Banco entrou em contato com nossa reportagem e encaminhou uma nota oficial sobre o fato visando esclarecer aspectos do processo e destacou que nunca negou atendimento ao usuário e que sempre se mantém a disposição para esclarecer eventuais questionamentos. 

"O Grupo Bitcoin Banco respeita a liberdade assegurada constitucionalmente aos indivíduos que procuram resolver seus conflitos pelo Poder Judiciário. No entanto, a publicação de notícia veiculando decisão de processo que tramita em segredo de justiça ultrapassa o direito jurídico da parte afetada pela decisão. Ressaltamos que o GBB nunca negou atendimento a seus usuários, priorizando sempre o bom relacionamento. Mesmo diante dos ataques lançados contra a plataforma, a equipe primou pela excelência no atendimento e pela resolução de conflitos. A direção do GBB também tem estado sempre à disposição para atender seus clientes e promover solução a todas as situações levantadas por aqueles que nele confiam seus investimentos. Além disso, o GBB já está atuando fortemente para solucionar a questão levada a juízo, e não medirá esforços para corrigir qualquer equívoco que eventualmente tenha sido vivido pelo cliente", destaca a nota oficial.

O GBB destacou também que desde o dia 20 de maio até esta terça-feira, 4 de junho, realizou diversos pagamentos aos seus clientes, num total de cerca de R$ 3 milhões por dia, pela cotação do dia do BTC, segundo o Icoinomia.

“Esse volume de pagamentos é fruto do trabalho incansável de uma força tarefa montada pela empresa para regularizar pagamentos que estão pendentes por causa da investigação sobre a fraude que o grupo sofreu no mês passado e que foi denunciada à Polícia Civil no dia 24, resultando na abertura de inquérito”, explica o presidente do GBB, Johnny Pablo dos Santos.

Desde o início das investigações da ação criminosa que lesou a empresa em cerca de R$ 50 milhões, foram analisados 3 milhões de registros e identificadas cerca de 20 mil transações suspeitas de fraude, tendo como resultado o bloqueio de 2.568 contas para análise. Menos de 24 horas após iniciado o bloqueio dessas contas, 1.600 delas já foram liberadas.

“Entendemos que essa ação gera transtorno para nossos clientes. Por isso reembolsamos 200 clientes que tiveram suas contas posicionadas em BTC bloqueadas, por causa da variação do valor da criptomoeda”, diz Santos.