O Governo federal desistiu, pelo menos por enquanto, de privatizar a Casa da Moeda. A decisão de retirar a Casa da Moeda da lista de privatizações do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI), vinculado ao Ministério da Economia, foi anunciada nesta semana em reunião do conselho do programa.
A Casa da Moeda do Brasil foi criada em 1694 e é responsável pela fabricação das cédulas e moedas, além de passaportes e selos. Ela havia sido incluída no programa de concessões, por meio de decreto presidencial, em outubro de 2019.
De acordo com a Agência Brasil, desde então cerca de R$ 2,8 milhões foram desembolsados para que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) fizesse um estudo de viabilidade do negócio.
Com a decisão, a empresa pública segue sob controle da União.
Se o projeto da moeda física permanece como está, o Real Digital continua sob análise do Banco Central, que decidiu agora incentivar que este projeto torne o Real uma moeda digital integrada com blockchain, DeFi, dApps e tokenização.
Com o crescimento dos projetos de moedas digitais por parte dos governos e o crescimento na adoção de criptomoedas, o meio político já pensa no futuro da moeda de papel, como mostrou o Cointelegraph.
O ex-presidente do Banco Central do Brasil chegou a dizer que o Papel moeda facilita a vida de bandido.
E o Cointelegraph também publicou que o Brasil imprimiu 30% de todo o dinheiro que existe no país em 2020, enquanto Bitcoin reduz a emissão pela metade.
Para entender é simples: o real brasileiro e o Bitcoin (BTC) traçam caminhos opostos no mercado financeiro, no que diz respeito à emissão de novas moedas em circulação.
Enquanto o Bitcoin diminui sua emissão a cada quatro anos com o halving, por exemplo, o real brasileiro pode ser impresso infinitamente, a qualquer momento.
Mas vale lembrar que outra publicação mostrou que o dinheiro em papel está com os dias contados, já que o dinheiro virtual já é usado em 80% das transações no mundo.
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