A EY, firma de contabilidade Big Four designada para trabalhar no caso da falência da exchange cripto QuadrigaCX, quer transferir o processo de Halifax para Toronto.
A agência local The Star publicou em 28 de agosto que a EY registrou um pedido a um juiz da Suprema Corte da Nova Escócia para mover o caso para Toronto. A empresa afirma que o envolvimento de quatro órgãos de segurança pública aumentou a complexidade do caso, o que daria mais sentido para o julgamento pelas autoridades sediadas em Ontário.
Os procedimentos de falência começaram no início deste ano, quando o fundador da exchange, Gerry Cotten, faleceu inesperadamente. Cotten era o único indivíduo na posse das chaves para desbloquear as carteiras frias da exchange, contendo cerca de US$ 145 milhões em ativos de usuários.
As divisões de crimes financeiros do Federal Bureau of Investigation e da Real Polícia do Canadá confirmaram as investigações sobre a QuadrigaCX. Os credores da exchange aprovaram o pedido de mudança de jurisdição.
EY diz que transferir o caso para Toronto diminuiria seu custo, uma vez que a maioria dos profissionais envolvidos está agora em Ontário, onde várias seções judiciais são esperadas.
Criptos perdidas
No início deste mês, os usuários do QuadrigaCX solicitaram da EY explicações sobre a perda de mais de 100 bitcoins (BTC) durante a recuperação dos fundos. Em fevereiro, a EY anunciou: “A Quadriga inadvertidamente transferiu 103 Bitcoins avaliados em aproximadamente US $ 468.675 para carteiras frias da Quadriga, às quais a empresa atualmente não tem acesso”.
Em junho, a EY publicou uma nota alegando que Cotten estava supostamente transferindo fundos do usuário para fora da exchange e usando-os para sua própria margem de negociação em outras plataformas.